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Abertura de seminário discute independência financeira de mulheres vítimas de violência

Público assiste à palestra da especialista em violência contra mulheres e crianças, a estadunidense Ludy Green
Abertura do Seminário reuniu cerca de 100 participantes no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife
 
Como ajudar mulheres dependentes economicamente de agressores a conquistar independência? Essa pergunta permeou o debate realizado nesta segunda-feira (3/10) durante a abertura do "Seminário Internacional Empoderamento Econômico para as Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar", realizada no auditório do Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Recife. O encontro é resultado de parceria entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife, a Secretaria Estadual da Mulher do Estado de Pernambuco, o Instituto Maria da Penha e a Faculdade dos Guararapes (FG) e segue até 5 de outubro. Confira as fotos no Flickr do Judiciário pernambucano.
 
Nesta terça-feira (4/10), as atividades acontecem no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, localizado no Marco Zero, Recife Antigo, das 9h às 16h30. Já na quarta (5/10), das 8h30 às 12h, o seminário é realizado no auditório da FG, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Nos encontros, serão abordadas as políticas públicas de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, entre outros aspectos. Consulte a programação completa e inscrições no site do evento.
 
Primeiro dia – Coube a coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Daisy Andrade, representando o desembargador presidente Leopoldo Raposo, iniciar os debates. "Para o TJPE, é uma grande honra, um grande prazer vivenciar este momento. Visualizar uma perspectiva internacional sobre os casos de violência nos permite aprofundar a temática e debater ações", declarou a magistrada.
 
Na sequência, o vice-diretor da Escola Judicial (Ejud TJPE), desembargador Eduardo Sertório, em nome do desembargador diretor-geral Eurico de Barros, também destacou a necessidade da troca de experiências. "A violência contra a mulher é um problema da sociedade, que vai desde piadas até situações mais graves. O tema é um dos mais importantes, e este encontro é de grande contribuição", afirmou.
 
Inicialmente, a especialista em violência contra mulheres e crianças, a estadunidense Ludy Green, falou sobre justiça e leis de proteção e atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Ela apresentou dados sobre casos ocorridos nos Estados Unidos e fez comparações com os avanços obtidos tanto naquele país, pelas leis locais, quanto no Brasil, por meio da Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha. "Através da legislação, a mulher vítima se sente mais à vontade para falar sobre violência", destacou Green.
 
Com mais de 20 anos de experiência na área, Ludy Green apresentou experiências em empoderamento e autonomia financeira para vítimas de violência nos Estados Unidos. "As mulheres precisam de uma segunda chance, de apoio, ser assistidas e tratadas de forma justa e sem restrições. Precisam ter a certeza de que os agressores serão punidos e de que, na ausência desses provedores, elas serão acompanhadas, encaminhadas a cursos e a vagas de emprego, direcionadas a subsídios para viabilizar novas moradias, por exemplo", explicou a palestrante ao público.
 
Pelo TJPE, estiveram presentes o desembargador Eudes dos Prazeres França; o supervisor e o diretor-executivo da Ejud, respectivamente, juiz Saulo Fabiane e Eurico Noblat; e as juízas Ana Mota, Marylúsia Feitosa e Rúbia Celeste e o juiz Francisco Tojal, alguns dos magistrados à frente das dez Varas de Violência Doméstica e Familiar existentes no Estado, além de servidoras das unidades. 
 
Outras autoridades que marcaram presença foram o representante do Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife e especialista em Diplomacia Pública, Stuart Alan Beechler; a vice-coordenadora do Instituto Maria da Penha, Regina Célia Barbosa; a coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher do Ministério Público de Pernambuco (NAM – MPPE), promotora Maria de Fátima de Araújo Ferreira; a presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil / Seccional Pernambuco (OAB / PE), advogada Fernanda Braga Maranhão; e a secretária Estadual da Mulher, Silvia Cordeiro.
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Texto: Francisco Shimada | Ascom TJPE
Fotos: Anderson Freitas | Agência Rodrigo Moreira