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Acervo da Vara da Infância e Juventude do Cabo alcança redução de 40% em quatro meses

A adoção de práticas de gestão diferenciada levou a Vara da Infância e Juventude do Cabo de Santo Agostinho a reduzir em cerca de 40% o acervo processual em quatro meses. De agosto a dezembro de 2015, a unidade judicial diminuiu o número de feitos em tramitação de 1.895 para 1.154. Além disso, chegou a zero o número de processos conclusos para despacho, decisão ou sentença no gabinete.
 
Entre as estratégias adotadas na unidade estão a implantação do sistema de dígitos para dividir as responsabilidades sobre os atos cartorários na secretaria. Cada um dos seis servidores tornou-se responsável por processos terminados em dois dígitos entre os dez possíveis. Dessa maneira, um processo fica sob responsabilidade de um único servidor do início ao fim da tramitação, o que lhe confere mais agilidade.
 
"Destaco que os resultados tão expressivos e positivos só foram possíveis com a aplicação de práticas de gestão diferenciada, como implantação do sistema de dígitos, nova organização e layout da secretaria, rotinas procedimentais e concentração de atos processuais, além da motivação e o engajamento de todos os servidores da Vara da Infância, que trabalharam em equipe", frisa o juiz Rafael Cardozo, da Vara da Infância e Juventude do Cabo de Santo Agostinho.
 
De acordo com o magistrado, os resultados alcançados demonstram que a gestão cartorária e a gestão de pessoas são indispensáveis à atividade jurisdicional, por isso devem receber igual nível de atenção nas unidades. "A divulgação de tais dados é importante para esclarecer a toda a população que o Poder Judiciário está imbuído do propósito de melhorar a qualidade da prestação jurisdicional, sobretudo neste momento de fragilização das instituições democráticas", completa o juiz Rafael Cardozo.
 
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Texto: Cláudia Vasconcelos | Ascom TJPE