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Acusado de matar companheira é condenado a 27 anos e nove meses de reclusão

Público assiste às tribunal do Júri na cidade do Paulista
Sessão do Tribunal do Júri, na cidade do Paulista,  teve início às 9h30
 
O microempresário Adriano Barbosa da Silva foi condenado, nesta quarta-feira (31/8), a 27 anos e nove meses de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Grasielle Pereira Calasans, vítima com quem o réu viveu em união estável por nove anos e teve um filho, de 4 anos de idade na época do ocorrido. A sessão do Tribunal do Júri do processo de número 0004174-47.2014.8.17.1090 foi presidida pela juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel, no Fórum da cidade do Paulista, na Região Metropolitana do Recife. 
 
A juíza Danielle Burichel iniciou a sessão do Júri às 9h30. Inicialmente, houve o sorteio dos jurados para a composição do Conselho de Sentença, que foi formado por quatro homens e três mulheres. Na sequência, realizou-se a leitura das cópias da denúncia, da pronúncia e do relatório do processo pelos membros do Conselho. Adriano Barbosa da Silva foi acusado de provocar a morte de sua ex-companheira mediante esganadura, no interior da suíte de um motel, na cidade do Paulista, em 8 de junho de 2014. 
 
Réu sendo interrogado frente a frente com a juíza
Juíza Danielle Burichel interrogou o réu pela manhã Adriano Barbosa da Silva
 
Com o requerimento de dispensa das testemunhas pelo promotor de Justiça Allison de Jesus Cavalcanti de Carvalho – deferido pela juíza Danielle Burichel, sem oposição da defesa, formada pelos advogados Severino Cirino de Araújo e Juliana Rosa da Silva Marques – teve início o interrogatório do réu pela magistrada. Em seguida, houve o debate entre acusação e defesa, sem a necessidade de réplica e tréplica. Com o fim dos debates, o Conselho se reuniu para responder aos questionamentos e decidir se o réu seria condenado ou absolvido.
 
À tarde, o Conselho de Sentença acolheu a tese condenatória, e a juíza lavrou a pena de 27 anos e nove meses em regime fechado ao réu por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe (ciúme e possessividade); forma cruel (asfixia); e sem possibilidade de defesa à vítima (surpresa). Os advogados de defesa apresentaram recurso. Os autos seguem para o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para apreciação da apelação. Adriano Barbosa da Silva, que se encontrava preso preventivamente desde 3 de dezembro de 2015, no Presídio de Igarassu, para garantia da ordem pública, foi reconduzido à unidade prisional. A sessão de julgamento foi encerrada por volta das 15h40.
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Texto e foto: Francisco Shimada | Ascom TJPE