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Acusado de matar professora e enteado é condenado a 54 anos de reclusão

O júri popular decidiu pela condenação de Marcos Aurélio Barbosa da Silva a 54 anos de reclusão pelos homicídios da professora Sandra Lúcia Fernandes, de 48 anos, e do filho dela, Icauã Rodrigues, de 10 anos, ocorridos em fevereiro de 2014. O julgamento aconteceu na Vara do Tribunal do Júri de Olinda nesta quarta-feira (3/8) e foi presidido pela juíza Andréa Calado. A defesa do réu recorreu da decisão em plenário. Ao fim do julgamento, Marcos Aurélio retornou ao presídio de Igarassu. Na sequência, inicialmente, ele cumprirá a pena em regime fechado na penitenciária Barreto Campelo.
 
O réu foi condenado a 25 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado – motivo fútil, emprego de meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima – de Sandra Lúcia. E, com relação a Icauã, a 29 anos de reclusão pelo homicídio também triplamente qualificado – emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vitima e para assegurar a execução, a ocultação e a impunidade. 
 
Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no dia 17 de fevereiro de 2014, por volta da 00h, nas dependências da residência da vitima, localizada na rua José Mariano, 266, bairro de Jardim Atlântico, Olinda/PE, o denunciado Marcos Aurélio Barbosa Silva assassinou com vários golpes de faca peixeira Sandra Lúcia de Albuquerque Gonçalo Fernandes e uma criança de 10 anos, filho da vítima, que estava no local, de nome Icauã Albuquerque Rodrigues. A professora foi vítima de sete golpes de faca e o filho Icauã recebeu dez golpes de acordo com laudo tanatoscópico constante nos autos.
 
Júri – A sessão teve início às 9h40 com o sorteio dos sete jurados que compuseram o Conselho de Sentença. Em seguida, houve a leitura da denúncia pela juíza Andréa Calado. Depois, o interrogatório do réu. As duas testemunhas de acusação que seriam ouvidas na audiência foram dispensadas pelo MPPE.  Um vídeo, no entanto, com o depoimento de testemunhas e do réu gravado durante as audiências de instrução, foi exibido.
 
Após a exibição do vídeo, teve início o debate entre acusação e defesa. Por fim, os jurados recolheram-se em sala reservada para responder aos questionamentos para definir se o réu seria condenado ou absolvido. Às 17h, a juíza prolatou a sentença condenatória. 
 
NPU- 0001807.59.2014.8.17.0990.
 
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Texto: Ivone Veloso  |  Ascom TJPE