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Acusados da morte de torcedor no Estádio do Arruda vão a júri popular

O juiz Jorge Luiz dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, decidiu que os réus Luiz Cabral de Araújo Neto, Waldir Pessoa Firmo Júnior e Everton Filipe Santiago Santana vão a júri popular por homicídio consumado e três tentativas de homicídio duplamente qualificados (por motivo fútil e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima). A sentença de pronúncia foi proferida nesta quinta-feira (5/2) pelo magistrado após audiência de instrução e julgamento do caso. A defesa dos réus pode recorrer da decisão.

Segundo os autos do processo, no final da noite do dia 2 de maio de 2014, no Estádio do Arruda, os réus Luiz Cabral de Araújo Neto e Waldir Pessoa Firmo Júnior, contando com a participação direta de Everton Filipe Santiago Santana, arremessaram dois vasos sanitários do alto da arquibancada, que atingiram, na área externa do estádio, Paulo Ricardo Gomes da Silva. O rapaz, torcedor do Sport, morreu na hora.

O lançamento dos objetos também provocou lesões em Vanderson Wilderlan Gomes Alves, José Adrian Ferreira de Lima e Tarkini Kauã Gonçalves de Araújo. O motivo dos crimes seria a rivalidade entre as torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport, que acompanhavam o jogo entre Santa Cruz e Paraná.

Para a decisão de pronúncia, o juiz levou em consideração os laudos periciais do fato, anexados aos autos, e a audiência de instrução e julgamento do caso, realizada nos dias 17 de dezembro de 2014 e 5 de fevereiro deste ano. Na ocasião foram ouvidas oito testemunhas de acusação, entre elas a delegada Gleide Nascimento Ângelo, responsável pelo inquérito policial dos acusados, e duas testemunhas de defesa do réu Luiz Cabral de Araújo Neto. Durante a instrução, os réus também foram interrogados.

"A prova pericial produzida em consonância com as testemunhas ouvidas em juízo permitem aferir haver indícios de que os acusados seriam os autores do fato em apreciação. De fato, os indícios nessa seara são veementes, pois os acusados admitem terem realizado as condutas descritas na denúncia, sendo, portanto, incontroversa a aferição da autoria do presente feito", afirmou o magistrado.

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Texto: Ivone Veloso  |   Ascom TJPE