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Crianças e adolescentes cadastrados em programa de apadrinhamento necessitam de assistência médica

O mês de outubro é conhecido por ser um período para homenagear as crianças em todo o País. Em Pernambuco, a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) aproveita para reforçar algumas necessidades, como demandas por consultas médicas e exames, vividas por aquelas que se encontram em instituições de acolhimento à espera de uma família. Situações que poderiam ser amenizadas através do apadrinhamento.
 
O Pernambuco que Acolhe, atualmente, conta com 50 crianças e adolescentes prontos para receber um padrinho. A iniciativa busca proporcionar a esses jovens a construção de ligações externas e uma melhor integração na sociedade, através do apoio afetivo, material ou profissional da sociedade civil.
 
"Todas as modalidades de apadrinhamento são importantes. Temos o afetivo, o provedor e o profissional. Muitas dessa crianças e adolescentes que se encontram nas casas de acolhimento têm necessitado, além de afeto, tratamento psicológico, odontológico, neurológico, ginecológico e de exames preventivos. Para essas, estamos reforçando o apadrinhamento profissional, divulgando entre as pessoas da área de saúde o Programa Pernambuco que Acolhe. Hoje, já temos uma madrinha psicóloga que atende em seu consultório cinco crianças e uma médica de prevenção do câncer ginecológico", disse a psicóloga da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja/PE) Maria Tereza Vieira de Figueirêdo. 
 
O Programa Pernambuco que Acolhe funciona nas comarcas do Estado que não contam com uma ação de apadrinhamento específica voltada às crianças e aos adolescentes acolhidos em instituições. Além dele, existem o Programa Estrela Guia, da 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife; o Anjo da Guarda, da Vara da Infância e Juventude de Jaboatão dos Guararapes; o Anjos de Olinda, da Vara da Infância e Juventude de Olinda; o Mãos que Cuidam, da Vara da Infância e Juventude de Vitória de Santo Antão; e o Acolhida Cidadã, da Vara da Infância e Juventude de Petrolina.
 
Entre as modalidades de apadrinhamento, o afetivo tem por objetivo criar vínculos além da instituição, através do compromisso de acompanhar o desenvolvimento do afilhado por meio de visitas, passeios nos fins de semana ou comemorações especiais; o provedor é destinado a custear a qualificação pessoal e profissional dos acolhidos, com escolas, cursos profissionalizantes e práticas de esportes, e pode também ser direcionado a patrocinar melhorias nas condições estruturais das instituições de acolhimento; já o profissional é aquele que vai atender às necessidades institucionais de crianças e adolescentes, por meio da promoção de cursos ou serviços pelo padrinho de acordo com a sua especialidade de trabalho. Os interessados podem escolher mais de uma modalidade de apadrinhamento.
 
Segundo o coordenador da Infância e Juventude de Pernambuco, desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, trata-se de um programa vital para o Judiciário. "As pequenas comarcas ainda não têm e existem muitas crianças acolhidas. A gente também vê que do ponto de vista social há um interesse enorme de participar, de colaborar e dar cidadania a essa criança ou adolescente. Acho que o Judiciário tem que ser o grande indutor desse processo e esse papel estamos cumprindo efetivamente", afirma.
 
Cadastro – Para se cadastrar, o padrinho ou madrinha deverá preencher a ficha de inscrição online, disponível AQUI no site do TJPE, informando seus dados pessoais ou empresariais, sua localidade e o tipo de apadrinhamento desejado. Após o preenchimento, a Ceja/PE entrará em contato informando o local (comarca), a data e o horário em que ele deverá se apresentar com o restante da documentação necessária para a realização da entrevista.
 
No caso dos apadrinhamentos afetivo e profissional, será feito um estudo psicossocial e pedagógico com os requerentes pela equipe interprofissional da Ceja/PE ou do Juízo referente ao processo da criança ou adolescente a ser apadrinhado. Caso seja necessário, essa equipe poderá, ainda, solicitar documentação complementar e/ou agendar estudo psicossocial e pedagógico na residência dos padrinhos afetivos.
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Texto: Rebeka Maciel  |  Ascom TJPE