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José Luiz Mota Menezes profere palestra sobre Bicentenário da Revolução de 1817

Palestrante ao lado de desembargadores do TJPE

Historiador Reinaldo Carneiro Leão, desembargador Jones Figueirêdo, historiador José Luiz Mota Menezes e desembargador Leopoldo Raposo

Em sessão extraordinária do Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o historiador José Luiz Mota Menezes, proferiu, nesta segunda-feira (13/3), palestra alusiva ao Bicentenário da Revolução de 06 de março de 1817. A abertura foi realizada pelo presidente do órgão, desembargador Leopoldo Raposo. Confira mais fotos no Flickr do Judiciário pernambucano.
 
Promovido pelo TJPE, o evento foi realizado pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ) e pela Esmape – Escola Judicial, representados, respectivamente, pelos desembargadores Jones Figueirêdo e Eurico de Barros. Estiveram presentes, a juíza e primeira-dama do Estado, Ana Luíza Câmara; o historiador Reinaldo Carneiro Leão, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco; o procurador de Justiça, Francisco Sales; a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves; além de desembargadores, juízes, advogados e servidores.    
 
O presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo falou da importância da palestra. “Neste momento, nesta Casa, está ocorrendo um dos eventos mais significativos: a palestra do professor José Luiz Mota Menezes. Doutor em Arquitetura e especializado em Artes e Sociologia, ele é referência histórica do Estado de Pernambuco”, enfatizou.  

Público prestigiou o evento

Público prestigiou o evento no Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco

Na opinião do desembargador Jones Figueirêdo, ninguém melhor que o professor José Luiz Mota Menezes para falar sobre a Revolução de 1817. “Ele coloca Pernambuco nas lutas e ressurreições. A Revolução de 1817 não foi só revolução dos Padres. Não foi só Frei Caneca, Frei Miguelinho, Padre Roma, ou mesmo uma Revolução Maçônica”, explicou.
 
Na oportunidade, a primeira-dama Ana Luíza Câmara, com os cumprimentos do governador Paulo Câmara,  presenteou os desembargadores com a obra “História da Revolução de Pernambuco em 1817”, de Francisco Muniz Tavares. Os magistrados também a edição especial da Revista Continente sobre o tema.

Historiador José Luiz Mota Menezes

Historiador José Luiz da Mota Menezes

História da Revolução de 1817 – De acordo com José Luiz da Mota Menezes, o Recife foi o palco dos momentos mais dramáticos da Revolução de 1817. “O Recife foi tomado por militares rebelados do Quartel do Regimento de Artilharia. Eles estavam liderados pelo capitão José de Barros Lima, conhecido como o “Leão Coroado”. No quartel, esse militar reagindo a sua prisão matou, a golpes de espada, o comandante português. Os militares envolvidos tomaram o quartel, erguendo trincheiras nas suas vizinhanças. Na ocasião do motim, o governador, Caetano Pinto de Miranda Montenegro acabou por deixar o palácio, refugiando-se no Forte do Brum com a gente do governo”.
 
Ele contou ainda que, com a derrota da Revolução, o Rio Grande do Norte e a Paraíba (antes anexados ao território pernambucano)  foram  desmembrados de Pernambuco, tornando-se províncias autônomas. E Alagoas tornou-se província independente como prêmio por sua fidelidade à Coroa.

Personalidades prestigiam palestra

Desembargador Jones Figueirêdo, historiador José Luiz Mota Menezes, desembargador Leopoldo Raposo, historiador Reinaldo Carneiro Leão e secretária Leda Alves

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Texto: Andréa Pessoa | Ascom TJPE
Fotos: Assis LIma | Ascom TJPE