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Juízes e jornalistas discutiram a comunicação entre a mídia e o Judiciário

 
Debate teve a participação do juiz supervisor da Esmape, Saulo Fabianne, do vice-presidente institucional do Diario de Pernambuco, Maurício Rands, do vice-diretor da Esmape, desembargador Eduardo Sertório, do diretor de redação do Jornal do Commercio, Laurindo Ferreira e da diretora de jornalismo da Rede Globo Nordeste, Jô Mazzarolo
 
 
A Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Esmape) promoveu, dentro da programação do Curso Inicial de Formação de Magistrados, o Seminário Imprensa e Judiciário, na manhã desta quinta-feira (19/05). Para falar sobre o assunto, foram convidados Maurício Rands, vice-presidente institucional do Diario de Pernambuco, Jô Mazzarolo, diretora de jornalismo da Rede Globo Nordeste, e Laurindo Ferreira, diretor de redação do Jornal do Commercio.
 
Fazendo um elo entre o mundo jurídico e a imprensa, Maurício Rands afirmou que a responsabilidade dos dois setores pode ser melhor cumprida com a simplificação da comunicação. "Às vezes é pensado que o texto jurídico só vai ter credibilidade se for hermético, mas o Judiciário não está se comunicando apenas com o advogado e sim com a população", comentou.
 
Para melhorar a comunicação, é preciso simplificar a linguagem. Segundo Jô Mazzarolo, da Globo Nordeste, não há fórmula para melhorar a comunicação. Na verdade, o que deve ser feito é um exercício diário para aperfeiçoarmos a linguagem e atingir o público. "Sejamos simples e claros para sermos entendidos, mas simplicidade não é ser rasteiro", alerta. A jornalista também fez uma análise de como o formato dos telejornais mudou ao longo do tempo para se aproximar do público e fazer-se relevante para a sociedade. 
 
O serviço à comunidade por meio da informação e comunicação também foi destaque na explanação do último palestrante, Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio. "O Judiciário é um ambiente técnico onde a comunicação é fundamental. Ao mesmo tempo, o juiz é um instrumento de aproximação com as pessoas e para isso é preciso se fazer entender", finalizou Laurindo. 
 
O vice-diretor da Escola Judicial do Tribunal de Justiça (Esmape), desembargador Eduardo Sertório, analisou a importância do Seminário: "Este encontro é importante porque o jurisdicionado deve ter acesso às decisões judiciais de maneira transparente e de fácil entendimento".
 
Finalizando o debate, o juiz supervisor da Escola Judicial, Saulo Fabianne, afirmou que os limites da comunicação do Judiciário com a imprensa estão no bom senso. "A magistratura está aberta ao diálogo com a imprensa. Para sermos bons juízes devemos saber também os limites de até onde podemos falar". 
 
 
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Texto: Comunicação Esmape
 
Fotos: Gleber Nova | Esmape