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Justiça Cidadã visa a expandir atividade de conciliação através de parceria entre TJPE e Arquidiocese

Público assiste à fala do presidente do TJPE
Encontro foi realizado no Centro de Pastoral Arquidiocesano e atraiu bom público

Para discutir detalhes da parceria que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai firmar com a Arquidiocese de Olinda e Recife, o presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Leopoldo Raposo, se reuniu com o arcebispo dom Fernando Saburido e paroquianos. A reunião aconteceu em 15 de agosto, no Centro de Pastoral arquidiocesano, localizado no bairro da Várzea, no Recife. Também estiveram presentes o diretor-geral da Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), desembargador Eurico de Barros; o assessor da Presidência, juiz João Targino; o supervisor da Esmape, juiz Saulo Fabianne; o presidente-fundador da Comunidade Obra de Maria, Gilberto Barbosa; e a coordenadora da Casa de Justiça e Cidadania do Bongi, Jaqueline Lucena. Confira mais fotos da reunião no Flickr.

Os magistrados e as autoridades religiosas abordaram as atividades que serão executadas na ação Justiça Cidadã, cujo intuito é conscientizar as pessoas dos seus direitos à cidadania e aproximar a população do Poder Judiciário através de parceria com padres e diáconos, que serão capacitados para atuar como mediadores nas paróquias. A Esmape/TJPE vai disponibilizar cursos para as autoridades religiosas que atuam nas paróquias da Capital, mas futuramente o convênio pode ser expandido para as igrejas da Região Metropolitana do Recife e outras regiões.

O curso será de 40 horas presenciais e terá 60 horas de acompanhamento supervisionado. Após esse treinamento, o voluntário poderá se tornar um mediador e vai saber lidar com possíveis desentendimentos entre pessoas que frequentam as paróquias. Dessa forma, por exemplo, vai saber atuar com boas formas de pacificação através da conciliação. A parceria entre igreja e Poder Judiciário pode ajudar a evitar uma ação na justiça, pois em casos de brigas entre vizinhos ou conflitos familiares, se houver o acordo entre as partes o juiz fará homologação que valerá como decisão judicial. Esse foi o terceiro encontro de uma série para discutir detalhes da parceria.
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Texto: Rayama Alves | Ascom TJPE
Revisão: Francisco Shimada | Ascom TJPE
Fotos: Anderson Freitas | Agência Rodrigo Moreira