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Mediação de conflitos será o foco do Judiciário no Compaz

 
O TJPE realizará atividades para facilitar o acesso da comunidade à Justiça, no Compaz, equipamento da Prefeitura do Recife que começou a funcionar no Alto Santa Terezinha
 
 
Serviços de mediação de conflitos serão levados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para o Centro Comunitário da Paz – Compaz Governador Eduardo Campos, localizado no Alto Santa Terezinha. O anúncio foi feito pelo presidente do Judiciário estadual, desembargador Leopoldo Raposo, nesta sexta-feira (8/4), durante visita ao espaço acompanhado pelo prefeito Geraldo Júlio. O objetivo é, até maio, realizar atividades para facilitar o acesso da comunidade à Justiça e fomentar a promoção da cidadania no local.
 
O diretor da Escola Judicial (EJUD-TJPE), desembargador Eurico de Barros, também participou do encontro, acompanhado do secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, e do secretário executivo, Eduardo Machado, além dos juízes Ailton Alfredo de Souza, assessor especial da Presidência, Saulo Fabianne, supervisor da EJUD-TJPE, e Rafael Cavalcanti Lemos, coordenador de Programas Internacionais da Escola. 
 
Diante da estrutura apresentada, o presidente do Tribunal afirmou que o Judiciário vai fortalecer as atividades do Compaz. "Queremos instalar uma Câmara de Conciliação aqui no espaço, mas também trazer outros serviços de mediação de conflitos, para que as pessoas possam elas mesmas construir alternativas que satisfaçam todos os envolvidos, restabelecendo vínculos afetivos desgastados pelos problemas e estimulando uma cultura de paz. Vamos buscar, ainda, conscientizar, através de palestras, os moradores da comunidade de seus direitos de cidadania, para que eles sejam protagonistas das ações voltadas para reduzir as desigualdades sociais", afirmou.
 
O prefeito Geraldo Júlio ressaltou a necessidade do trabalho de todas as instituições para a redução dos índices de violência. "Estudos que fizemos mostraram que essa localidade escolhida para abrigar o Compaz estava entre as mais vulneráveis à violência. Por isso, a importância deste equipamento, que busca oferecer cidadania, mas também faz parte de uma política de segurança pública para a redução dos índices de violência", disse.
 
 
 
Presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo, e diretor da Escola Judicial, desembargador Eurico de Barros, conheceram as atividades já desenvolvidas no Compaz
 
 
Sobre a criação do Compaz, o secretário Murilo Cavalcanti explicou que o equipamento surgiu da reflexão: Qual a cidade que queremos? "Com esse pensamento, buscamos criar um equipamento transformador da vida das pessoas. Nenhum tijolo foi colocado sem que a comunidade fosse ouvida. E dentro do conceito de políticas integradas, surgiu o Compaz, voltado para a segurança cidadã e a prevenção da violência urbana no território."
 
O diretor da Escola Judicial, Eurico de Barros, garantiu que uma programação de palestras será realizada com a presença de magistrados para discutir os direitos das pessoas. "Vamos nos reunir para traçar um plano de ação que possa contribuir com a promoção da cidadania", realçou.
 
O equipamento, que começou a funcionar em março deste ano, oferece serviços de orientação jurídica, formação, esportes e arte. Na Câmara de Conciliação que será montada pelo TJPE, o cidadão poderá resolver conflitos sem a necessidade de abertura de processo na Justiça. O serviço atua em litígios relativos a direitos patrimoniais, nos quais a lei permita acordo ou transação.
 
O Centro Comunitário da Paz – Compaz Governador Eduardo Campos está disponível para atender as 220 mil pessoas da Zona Norte do Recife, e tem como objetivo realizar até 40 mil atendimentos por mês. Para garantir a inclusão social, o equipamento, que tem mais de 13 mil m² de área construída, conta com atividades e serviços diversos, como biblioteca, dojô, atendimento do Procon, oficinas cidadãs, aulas de inglês e espanhol e reforço escolar, além de um atendimento especial voltado às mulheres vítimas de violência.
 
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Texto: Rebeka Maciel | Ascom TJPE
 
Fotos: Assis Lima | Ascom TJPE
 
 
Data de publicação: 8/4/2016