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Memorial da Justiça realiza curso para atendimento inclusivo

Equipe reunida em sala do Memorial da Justiça de Pernambuco
Consultor Manuel Aguiar ofereceu palestra dentro do projeto "Do concreto ao sensorial"
 
O Memorial da Justiça de Pernambuco e a Tangram, com o apoio da Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) realizaram, na quinta-feira (21/7), a primeira das duas oficinas de capacitação em acessibilidade para seus profissionais e os do Núcleo de Sustentabilidade, ambos do Judiciário estadual. Ministrado pelo consultor Manuel Aguiar, da Proacessi Consultoria, a palestra faz parte do projeto "Do concreto ao sensorial", que será lançado no próximo dia 6 de setembro com disponibilização ao público de três maquetes táteis para que deficientes visuais possam conhecer melhor o patrimônio arquitetônico.
 
Para Aguiar, o projeto "Do concreto ao sensorial" é uma iniciativa muito importante nos espaços culturais no Nordeste, pois o Memorial da Justiça de Pernambuco será a primeira instituição a implementar medidas de inclusão desta natureza. "O MJP se comprometeu profundamente com este objetivo, que é permitir que todos possam conhecer seu espaço de maneira igualitária. Isso, sim, é inclusão", comenta o consultor.
 
A gestora do Memorial da Justiça, Mônica Pádua, avalia o evento como de extrema importância, pois acredita que "a equipe precisa ser capacitada para tornar o Memorial realmente acessível a todos os públicos, objetivo da instituição que está tendo seu primeiro passo significativo materializado com esse projeto".
 
Equipe reunida em sala do Memorial da Justiça
Oficina abordou conceito teórico e prática relacionados à acessibilidade
 
No total, o curso terá uma carga de 10 horas/aula e seu objetivo é fazer com que as visitas mediadas promovidas pelo museu possam ser uma experiência completa também para os que não veem, têm baixa visão ou são autistas. A palestra de quinta (21) abordou a teoria da inclusão, quando os 20 participantes puderam discutir conceitos e "preconceitos" que existem e que fazem parte do dia a dia do deficiente. 
 
Na parte prática, Manuel deu dicas de como se dirigir ao deficiente, seja visual, auditivo, físico-motor e com outras singularidades. Utilizando participantes como voluntários, ele explicou o uso e o manuseio de cadeira de rodas, muletas, chamando atenção para o mobiliário, que deve ser sempre pensado pelas instituições para que este público tenha flexibilidade e segurança em seu deslocamento.
 
A segunda oficina acontecerá no próximo dia 29 de agosto e será ministrada pelo arquiteto Eduardo Sobral, da Eduardo Sobral Arquitetura em Maquetes, empresa responsável pela confecção das maquetes táteis do projeto "Do concreto ao sensorial", que está sendo todo financiado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).
 
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Texto: Ludmila Portela | Memorial da Justiça
Foto: Alesson Freitas | Agência Rodrigo Moreira