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Memorial da Justiça recebe participantes do 2° Encontro Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão

Equipes reunidas no Memorial da Justiça
Equipes de diferentes estados conheceram o projeto "Do Concreto ao Sensorial"

O Memorial da Justiça de Pernambuco recebeu, em 25 de novembro, um grupo com 27 integrantes do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão, participantes do segundo encontro nacional da organização, que foi promovido em parceria com o Instituto Baresi. A mediação da visita ficou a cargo de Gabriela Severien, do Educativo do Memorial, que contou com o apoio da servidora Judite Muniz da Fonseca, da Vara de Execução Penal da Capital. O evento fez parte de um roteiro cultural que incluiu ainda outras instituições, além de palestras e discussões sobre cidadania, direitos humanos e acessibilidade. Esta foi a terceira visita oficial ao projeto “Do Concreto ao Sensorial” desde sua inauguração há três meses.

Procedentes de estados como Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, Piauí, Paraíba e Pernambuco, as participantes passaram o fim de semana em atividades voltadas para a sistematização do movimento e para a redação de uma Carta Documento que será entregue a autoridades governamentais para que integre seus planos de políticas públicas. De acordo com a vice-presidente da organização, Kelly Nascimento de Araújo, os pontos principais do documento são: saúde sexual, trabalho e emprego, além do enfrentamento à violência contra a mulher cega ou com baixa visão. “A mulher já passa por dificuldades, as que não veem ou que veem mal têm sua situação ainda mais complicada. Nosso objetivo é fazer com que elas saiam dos bastidores e se tornem protagonistas de suas próprias vidas”, afirmou.

Mãos tocam maquete com representação do Memorial
Máquetes táteis do prédio do Memorial integram projeto de acessibilidade

“Do Concreto ao Sensorial” é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e da Tangram Cultural e foi aprovada no edital Funcultura 2014/2015, tornando o Memorial da Justiça o primeiro museu do estado com maquetes táteis e profissionais qualificados para o atendimento de pessoas com deficiências visuais. O projeto englobou ainda – além das maquetes – a produção de material para sua exposição e acondicionamento, textos em braile para acompanhá-las, ações de capacitação para os gestores, educadores e mediadores da instituição e visitas mediadas destinadas ao público com deficiência visual.
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Texto: Ludmila Portela | Projeto “Do Concreto ao Sensorial”
Fotos: Gil Vicente | Projeto “Do Concreto ao Sensorial”