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Memorial da Justiça terá projeto de acessibilidade financiado pelo Funcultura

 
Projeto intitulado "Do Concreto ao Sensorial" permitirá acesso de pessoas com baixa ou nenhuma visão ao patrimônio cultural arquitetônico do Memorial da Justiça, no Bairro do Recife
 
 
O projeto "Do Concreto ao Sensorial", que se propõe a tornar o patrimônio cultural arquitetônico do Memorial da Justiça de Pernambuco acessível a pessoas com pouca ou nenhuma visão, está na lista dos projetos aprovados com base no 8º Edital do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) 2014/2015. O resultado foi divulgado na última quinta-feira (22) pela Secretaria da Cultura do Estado de Pernambuco e pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
 
A proposta do projeto é construir e disponibilizar maquetes táteis do prédio do Memorial que possam tornar seu patrimônio cultural arquitetônico acessível a deficientes visuais, permitindo que essas pessoas visitem e usufruam do espaço de maneira segura e autônoma. Os visitantes receberão, inclusive, folders em Braile. O projeto prevê ainda a capacitação do pessoal do Memorial para receber de forma adequada o público com necessidades específicas.
 
O Memorial da Justiça funciona, desde a sua criação em 1999, na antiga estação ferroviária do Brum, construída no Recife Antigo entre 1879 e 1881 e hoje parte do patrimônio cultural ferroviário brasileiro. Abriga, no prédio histórico, um espaço museológico, um arquivo de documentação histórico e uma biblioteca especializada em obras de magistrados.
 
A ideia do projeto "Do Concreto ao Sensorial" surgiu em 2014, quando o centro de memória do Tribunal recebeu uma turma do curso de Arquitetura da UFPE que construiu maquetes táteis do prédio como parte de um trabalho acadêmico. "Percebemos que aquele tipo de trabalho poderia atender a uma demanda da instituição, fazendo parte de um projeto de acessibilidade que já vinha sendo pensado pela equipe do Memorial", explica Gabriela Severien, responsável pela coordenação pedagógica do centro de memória.   
 
A equipe do Memorial reuniu-se, então, com a empresa de produção cultural Tamgram e com a Proacessi Consultoria, que atua na área da acessibilidade, para elaboração do projeto agora contemplado com um financiamento de 97 mil reais do Funcultura, o que cobrirá todos os seus custos.
 
Germana Pereira, diretora da Tamgram Cultural, ficará responsável pela produção executiva e pela coordenação geral do projeto. "A ideia é fazer essa inclusão das pessoas com deficiência e também atrair o pessoal da área, as pessoas que trabalham em equipamentos culturais", informa Germana. "Pela primeira vez um equipamento cultural em Pernambuco disporá desse tipo de recurso para incluir as pessoas com deficiência visual, que representam o maior percentual de pessoas com deficiência, segundo as estatísticas", complementa.
 
Etapas - "Do Concreto ao Sensorial" deverá se desdobrar em três etapas no decorrer de 2016. A pré-produção envolverá a construção das maquetes táteis, a produção de textos em Braile para acompanhá-las e a capacitação da equipe do Memorial e do Núcleo de Sustentabilidade da 2ª Vice-Presidência para trabalhar com as maquetes e para receber adequadamente as pessoas com necessidades específicas – não só deficientes visuais. Na etapa de produção, serão realizadas as exposições e as visitas mediadas. Na pós-produção, será feita a clipagem do material, a cópia das fotografias produzidas em CD e a elaboração dos relatórios.
 
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Texto: Anna Santoro | Memorial da Justiça de Pernambuco