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Mestre de capoeira encerra exposição sobre o tema no Memorial da Justiça

 
Fundador do Centro de Capoeira São Salomão, Mestre Mago participou de roda de conversa com alunos da Escola N.S. de Fátima no último dia da exposição "Menino, quem foi seu mestre?"
 
 
A exposição "Menino, quem foi seu mestre? Histórias e imagens da capoeira de Pernambuco" encerrou sua temporada no Memorial da Justiça na última quinta-feira (3/12), com a presença do Mestre Mago, fundador do Centro de Capoeira São Salomão, onde a mostra foi idealizada. O mestre de capoeira apresentou a exposição e fez uma roda de conversa com alunos do 8º e do 9º ano da Escola Nossa Senhora de Fátima, do bairro de Afogados, no Recife.
 
"Quando vi uma roda de capoeira pela primeira vez, senti vontade de estar ali", contou o mestre, que se chama Ricardo Dias de Sousa Pires e tem 45 anos. Ele resumiu sua trajetória, desde o nascimento em Caruaru, passando pela mudança para o Recife, ainda na infância, e chegando à capoeira, que, como disse, lhe proporcionou um trabalho, viagens, o encontro com sua mulher e a formação de uma família. Falou do projeto que promoveu a convivência de jovens de comunidades do Recife e de Jaboatão dos Guararapes com oito mestres de referência da capoeira em Pernambuco, dando origem às fotos e textos que compõem a exposição, centrada nas figuras e nas histórias de vida desses mestres. Depois, abriu para perguntas.
 
Os estudantes perguntaram sobre tudo: a participação das mulheres na capoeira, as origens do jogo, o que faz de alguém um mestre, os trajes usados pelos capoeiristas, o preço de um berimbau, o que se coloca dentro do caxixi (espécie de chocalho que é tocado junto com o berimbau). Um queria saber se o mestre já havia usado a capoeira numa luta de verdade, outro perguntava por que ele ficou conhecido como Mestre Mago.
 
A conversa fluiu descontraída, relacionando a história da capoeira com a história do Brasil, trazendo música – os diversos toques do berimbau - e demonstração dos golpes com a participação das crianças. Ao fim da conversa, mais música, com todos experimentando os instrumentos e dançando.
 
A exposição "Menino, quem foi seu mestre?", que já passou por outros espaços culturais do Recife, estava no Memorial desde o último dia 17 de agosto. O centro de memória do Tribunal segue com sua exposição de longa duração "Uma Questão de Justiça".
 
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Texto: Anna Santoro | Memorial da Justiça de Pernambuco