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Novos cenários da adoção movimentam debate na 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital

 
Servidores e universitários lotaram o auditório da Coordenadoria da Infância e do Adolescente durante roda de diálogo promovida pela 2º Vara da Infância e Juventude da Capital, na quarta (11/5)
 
 
A mudança do perfil dos adotantes e das crianças e adolescentes disponíveis para adoção foi tema de roda de diálogo que reuniu mais de 40 participantes no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), na tarde de quarta-feira (11/5). O debate, organizado pela 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife, tratou de avanços e possibilidades na adoção de crianças com mais de 3 anos e de adolescentes, além de grupos de irmãos.
 
Segundo a psicóloga Carolina Albuquerque, integrante da equipe técnica da vara, hoje o município conta com 246 pretendentes à adoção. Cerca de 70% deles afirmam, ao entrar no cadastro, que desejam adotar crianças de até 3 anos. No entanto, essa realidade vem se modificando. "A conta não fecha por conta dessa divergência entre o desejo da família e a necessidade das crianças. Por isso, temos o cuidado de preparar melhor os pretendentes. Muitos dos que estão cadastrados para adotar bebês acabam adotando crianças mais velhas", explicou.
 
Em sua fala, o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz Mendes, reforçou a necessidade de desfazer mitos que envolvem a adoção. "Esse sobre as crianças mais velhas considero uma revolução, porque se em 2015 tivemos cinco adoções com esse perfil, em 2016 houve 13 até o momento. Estamos concluindo, inclusive, o processo de adoção de um jovem de 18 anos. Isso é resultado de um trabalho de equipe de toda uma rede, apontando para um novo caminho que vem sendo percorrido desde 2008, com a criação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA)", afirmou o magistrado.
 
 
 
 
 
Juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz Mendes, destacou que o trabalho em rede tem contribuído para incentivar a adoção de crianças maiores de 3 anos e de grupos de irmãos
 
 
Entre os programas que contribuem para a mudança de perfil das adoções na capital pernambucana, destacam-se o Famílias Solidárias – que busca garantir a convivência familiar entre grupos de irmãos que tenham sido adotados por famílias diferentes – e o Adote um Pequeno Torcedor, parceria com o Sport Club do Recife que incentiva a adoção de crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos. Outro programa, o Mãe Legal, orienta gestantes que expressam o desejo de entregar o filho à adoção, evitando abandono e negligência.
 
Servidores do TJPE e estudantes universitários participaram do encontro, no auditório da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal. A assistente social Tanany Reis, servidora do Criar, núcleo de referência na atenção a crianças e adolescentes vítimas de violência da Capital, compareceu à roda de diálogo por ter interesse em adotar e buscava mais informações. "Meu marido e eu estamos nos preparativos para ingressar no CNA, por isso aproveitei a oportunidade para tirar dúvidas e conhecer melhor o assunto", contou.
 
Na ocasião, as psicólogas da 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife Ana Cláudia Souza e Edineide Silva também apresentaram iniciativas da unidade diante dos novos cenários em adoção.
 
 
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Texto: Cláudia Vasconcelos | Ascom TJPE
 
Fotos: Alesson Freitas | Agência Rodrigo Moreira