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Pedagogos do TJPE são coautores de obra inédita sobre Pedagogia Jurídica

Os analistas judiciários pedagogos Simony Freitas, Pedro Silva e Ana Paula Villar são alguns dos coautores 
 
O que é Pedagogia Jurídica e como ela se aplica nos tribunais do país? Qual a sua abrangência e importância na vida dos jurisdicionados atendidos? Quais os desafios e avanços dessa Ciência aplicada ao Direito? Esses são alguns dos questionamentos e assuntos abordados no livro Pedagogia Jurídica no Brasil: questões teóricas e práticas de um campo em construção, que será lançado nesta terça-feira (31/8), às 19h, através do canal do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no YouTube. 
 
O trabalho conta com a participação de dez pedagogos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que tiveram seus artigos científicos publicados e são coautores da obra. Ao longo das 450 páginas divididas em 24 capítulos, profissionais com larga atuação nesse campo apresentam resultados de estudos e práticas voltadas para três temáticas: conceituação da Pedagogia Jurídica; formas de inserção profissional de pedagogos em Tribunais de Justiça; e práticas pedagógicas no âmbito do Judiciário. 
 
Um dos participantes, o analista judiciário pedagogo Pedro Silva, que atua na 1ª Vara Cível da Comarca de Moreno, e também é presidente da Associação Nacional de Pedagogia Jurídica, destaca que este livro é a concretização de uma trajetória desbravadora e de um esforço coletivo que envolveu pesquisadores e profissionais do Brasil.
 
“Por isso, torna-se uma obra pioneira em razão da quantidade e qualidade das reflexões epistemológicas e relatos de experiências que reúne, além de concretizar um sonho nutrido desde o I Encontro Nacional de Pedagogia Jurídica, realizado em 2018, pela Escola Judicial de Goiás. Sinto-me muito feliz por participar desta iniciativa que, indubitavelmente, fortalece um subcampo teórico-prático em construção no seio da Pedagogia, estimulando novos estudos e novas pesquisas”, comenta. 
 
Nesse sentido, todos os autores, que atuam em universidades e tribunais de seis estados brasileiros - Acre, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte – discorrem sobre os vários âmbitos de práticas educativas possíveis de serem incluídas na Pedagogia Jurídica. Assim, todo o conteúdo é direcionado ao público-alvo formado por pesquisadores, professores e estudantes das áreas do Direito e da Pedagogia, bem como os demais profissionais da área jurídica e judicial. 
 
Quando questionada sobre a razão de ser convidada para participar como coautora do livro, a analista judiciária pedagoga que atua na Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), Simony Freitas, acredita que a sua participação se dá, especialmente, por conta da sua atuação no Judiciário pernambucano. “Há 12 anos, quando entrei no TJPE, havia poucos pedagogos nos tribunais brasileiros. E o TJPE foi um dos primeiros a convocar esses profissionais para compor suas equipes interprofissionais e, por isso, os pedagogos que entraram no primeiro concurso da casa encontraram grandes desafios”, lembra a servidora.
 
Com a proposta de buscar fundamentos para a sua atuação na época, Simony Freitas junto com a colega Gidair Lopes, organizaram um primeiro livro chamado Pedagogia Jurídica: as práticas do pedagogo no Judiciário, lançado pela Editora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2015, que também reuniu artigos de alguns pedagogos da instituição. 
 
“Após esse trabalho, conseguimos ganhar mais visibilidade e fomos convidadas a visitar outros TJ’s para compartilhar as experiências e práticas desenvolvidas aqui, e hoje o TJPE é considerado o berço da Pedagogia Jurídica, devido a quantidade de pedagogos e notoriedade na sua atuação. Agora, a participação no livro Pedagogia Jurídica no Brasil é extremamente relevante, pois se trata de mais um grande momento da matéria, sobretudo, dada a sua abrangência nacional, com a participação de vários colegas do nosso e de outros tribunais. Demonstrando assim, que a nossa atuação não é prescindível, pois somos necessários à construção de uma Justiça educativa, equânime e acessível”, destaca Simony.
 
 
Por fim, mais uma coautora e pedagoga do Judiciário estadual, Ana Paula Villar, que trabalha no Núcleo de Apoio Interprofissional do Fórum de Camaragibe, convida todos os colegas do TJPE para o lançamento do e-book e também para baixar o material já disponível para download gratuito, através da bio do perfil @pedagogia_juridica no Instagram. E para quem tiver interesse, o livro pode ser adquirido também no formato físico através do e-mail pedagogiajuridicaoficial@gmail.com.
 
“Considerando que a inserção do pedagogo no âmbito jurídico é relativamente recente, bem assim que as produções científicas na área ainda são incipientes, esta obra consiste no marco inaugural do campo teórico da Pedagogia Jurídica no Brasil. Certamente, contribuirá para conferir maior consistência teórica e qualidade técnica às práticas desenvolvidas pelos pedagogos nos tribunais de todo o país, bem como para firmar o campo jurídico como lócus legítimo à atuação desses profissionais”, conclui. 
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Texto: Priscilla Marques | Ascom TJPE
Arte: Núcleo de Publicidade e Design | Ascom TJPE