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Projeto Memorial Digital permite acesso online a processos do período imperial

Público assiste à apresentação de vídeo com tradução para Libras

Pessoas de qualquer lugar poderão pesquisar acervo do Judiciário estadual a distância

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em parceria com a Tangram Cultural, lançou, na terça-feira (30/01), o Projeto Memorial Digital. Com a iniciativa, o público tem acesso a processos judiciais da área criminal que tramitaram no período imperial brasileiro, entre os anos de 1822 a 1889, na Comarca do Recife. Parte do material está disponível no site do TJPE, por meio de um inventário online com acesso a imagens e conteúdo das ações que compõem o acervo do Memorial da Justiça de Pernambuco. Até o mês de abril deste ano, 500 processos estarão acessíveis para consulta na internet.

O presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo, reconhece a importância da iniciativa e ressalta o trabalho desenvolvido. “Este é um projeto inovador e irá trazer muitos benefícios tanto para o Tribunal de Justiça de Pernambuco quanto para a população. Os pesquisadores terão a oportunidade de ver documentos históricos que marcam uma época da sociedade pernambucana. Quero parabenizar a todos que estão envolvidos direta ou indiretamente neste projeto tão importante. Isso mostra o espírito vocacionado e comprometido de todos”, declara.

Com a digitalização dos documentos será possível não só facilitar o acesso do público aos processos antigos, como também preservar os documentos originais do desgaste causado pela ação do tempo e pelo constante manuseio. O material está sendo digitalizado de acordo com as normas do Conselho Nacional de Arquivos e o acesso é totalmente liberado.

De acordo com a gestora do Memorial de Justiça e coordenadora técnica da iniciativa, Mônica Pádua, o público vai poder realizar pesquisas de casa, sem precisar se deslocar até o Memorial. “As pessoas vão poder baixar ou acessar os arquivos online, sem necessidade de cadastro. O acervo foi escolhido de acordo com o interesse demonstrado pelo público, selecionamos aqueles processos que geralmente são mais procurados. Além de pesquisadores da área acadêmica, muitas vezes o interesse do público é despertado pela curiosidade em buscar um nome de família, por exemplo”, explica.

Lançamento – Após a demonstração do projeto para o público, com tradução simultânea para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição, foi realizada uma roda de diálogo sobre os acervos históricos judiciais de Pernambuco, com ênfase em acesso e pesquisa. Participaram como palestrantes o professor Hildo Leal da Rosa, do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Apeje/PE); o professor George Cabral, presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP); a professora Maria Emília Vasconcelos dos Santos, do Departamento de História da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap); a professora Marcília Gama da Silva, do Memorial da Justiça do Trabalho; e a técnica em arquivo da Faculdade de Direito do Recife (UFPE), Ingrid Rique.

Para a professora Marcília Gama, o Memorial Digital vai oportunizar a diversos públicos e pessoas de diferentes áreas de conhecimento o acesso à informação. “Será possível trazer para a comunidade a possibilidade de conhecer essa fonte histórica e trazer todo um cenário que até então você não via de outra forma. Você pode ter a leitura de pareceres e falas que lhe permitem ter a dimensão do que era a sociedade naquela época. São fontes essencialmente de natureza social e que trazem à tona o excluído, os que antes não tinham voz”, destaca.

Presidente fala para a plateia

O presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo, reconhece a importância da iniciativa e ressalta o trabalho desenvolvido

Para a execução do projeto, o TJPE formou um grupo de trabalho com a participação de profissionais do Memorial de Justiça, da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e da Assessoria de Comunicação Social (Ascom). Já a Tangram Cultural, sob a coordenação de Germana Pereira, é responsável pela produção executiva do projeto. A equipe da empresa elaborou a ficha técnica que trará a descrição dos documentos digitalizados e realizou a padronização da linguagem a ser utilizada nas descrições.

Funcultura – O projeto foi aprovado e está sendo financiado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) em 11 de outubro de 2017. O concurso tinha 16 categorias e uma delas é Patrimônio, área na qual o Memorial concorreu com foco em documentos, acervos ou bens móveis de Pernambuco. Este é o segundo projeto do Memorial da Justiça que garante financiamento por meio do Funcultura. O primeiro, Do Concreto ao Sensorial, integra o programa de acessibilidade e inclusão do Memorial da Justiça de Pernambuco.

Serviço – Memorial Digital

Acesso através do site http://www.tjpe.jus.br/web/memorial-da-justica/digital

Memorial da Justiça de Pernambuco

Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, s/n, bairro do Brum, Recife (PE). Ocupa o prédio histórico onde funcionou a Estação Ferroviária do Brum, ao lado da entrada industrial da fábrica Pilar.
Telefone: (81) 3181-9440
Endereço eletrônico: memojust@tjpe.jus.br
Atendimento ao público: De segunda a sexta-feira.
Pesquisa: Das 13h às 18h.
Visitação: Das 13h às 17h.

Horários especiais para grupos devem ser agendados previamente pelo telefone (81) 3181-9445 ou pelo e-mail memorial.educativo@tjpe.jus.br.

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Texto: Amanda Machado | Ascom TJPE
Fotos: Alesson Freitas | Agência Rodrigo Moreira