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Réus são condenados em júri com mais de 32 horas na Comarca de Afogados da Ingazeira

Com duração superior a 32 horas, a Vara Criminal de Afogados da Ingazeira iniciou, na quarta-feira (13/10), o julgamento dos réus Robervânio de Lima Santos, Irene Lopes Cordeiro e Luciano Ferreira de Oliveira. Os três foram responsáveis pelo homicídio de João Lucas Alves de Souza, ocorrido no Distrito de Jabitacá, região do município de Iguaracy, no Sertão do estado. Com a oitiva de 14 testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório dos acusados, o júri se estendeu até o início da madrugada da sexta-feira (15.10). O caso teve grande repercussão na região.

Após cumpridas as etapas do julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação dos réus. O juiz Bruno Querino Olímpio, que presidiu a sessão, aplicou as penas de 21 anos de reclusão para Robervânio de Lima Santos, como executor; de 18 anos de reclusão para Luciano Ferreira de Oliveira, como intermediário e de 18 anos de reclusão para Irene Lopes Cordeiro, como mandante do crime. Responde ainda pelo homicídio o réu Gilmar Bezerra da Silva, que se encontra foragido da Justiça e foi desmembrado do processo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 16 de julho de 2019, no Pátio de Eventos do Distrito de Jabitacá, em concurso de pessoas, os réus mataram João Lucas Alves de Souza, sendo o crime praticado mediante paga ou promessa de recompensa. Também foram aplicadas as qualificadoras de motivação fútil e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que foi atingida por vários disparos de arma de fogo.

Consta no processo que a vítima, no dia do fato, estava com amigos no Pátio de Eventos do Distrito de Jabitacá, quando chegou o executor dos disparos de arma de fogo. Ainda de acordo com a denúncia, “o executor descrito se trata de Robervânio de Lima Santos, conhecido pistoleiro, ‘matador de aluguel’, residente no Agreste do estado e com vínculos familiares no Povoado Monte Alegre, pertencente à Zona Rural do Município de Iguaracy-PE. Também há provas nos autos que estampam que Irene Lopes Cordeiro Ferreira de Oliveira e Gilmar Bezerra da Silva teriam participação na empreitada criminosa, na condição de intermediadores e apoiadores logísticos do homicídio em tela”.

Além do magistrado Bruno Querino Olímpio, participaram da sessão do júri o membro do Ministério Público, Witalo Rodrigo de Lemos Vasconcelos; a assistente de acusação, Fernanda de Oliveira Justino; e os advogados de defesa, Hiago José Perazzo Alves, Alexandre de Almeida e Silva e Wilani Gomes de Brito.

Também prestaram suporte ao julgamento o assessor do magistrado, Glauco Harison de Sousa Veras; o chefe de secretaria, Danilo Gonçalves Maciel; e os oficiais de justiça, Jackson Pessoa Ribeiro e Marta Roseana de Oliveira Medeiros. Para a escolta dos três réus, 14 policiais trabalharam em esquema de rodízio.
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Texto: Amanda Machado | Ascom TJPE
Foto: Cortesia