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Servidoras do TJPE lançam livro sobre alienação parental

 
Equipe de psicólogas e assistentes sociais atua no Centro de Apoio Psicossocial do TJPE e elaborou os artigos de "Alienação Parental e Família Contemporânea. Um Estudo Psicossocial – Volume 2" 
 
 
A alienação parental foi o tema de dois livros lançados nesta quinta-feira, pela manhã, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. As publicações foram "Alienação Parental e Família Contemporânea. Um Estudo Sociojurídico – Volume 1 e "Alienação Parental e Família Contemporânea. Um Estudo Psicossocial – Volume 2", contando este com a participação de servidoras do Centro de Apoio Psicossocial (CAP). O evento ocorreu no Plenário do Palácio Joaquim Nabuco.
 
Coordenado pela psicóloga do CAP do Tribunal de Justiça de Pernambuco Maria Quitéria Lustosa de Sousa, o livro "Alienação Parental e Família Contemporânea. Um Estudo Psicossocial – Volume 2" conta com artigos de 11 servidoras do Centro. O grupo de autoras é formado pelas assistentes sociais Ednalda Barbosa e Joelma Lapenda e as psicólogas Ana Lúcia Navarro, Ana Paula Cabral, Carmésia Mesquita, Helena Ribeiro, Isabella Pedrosa, Ivana Apóstolo, Mônica Rocha e Quitéria Lustosa.
 
Para a chefe geral do CAP, psicóloga Helena Ribeiro, o livro será um importante veículo de divulgação sobre o conceito de alienação parental, as repercussões negativas na vida do alienado e as formas de punição deste crime, tipificado na Lei 12.318/2010.  "A prática da alienação parental causa sérios danos à vítima, como depressão, e às vezes até a prática do suicídio. É preciso divulgar as punições para este crime, que vão desde advertência e pagamento de multa até a reversão da guarda. Com isso, agimos na sua coibição", explica.
 
Conceito – De acordo a Lei 12.318/2010, a "Síndrome da Alienação Parental" é definida, em seu artigo 2º, como a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância, para que repudiem genitor – ou se cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos da criança ou adolescente com esse genitor.
 
CAP – O Centro de Apoio Psicossocial funciona desde 1992. Vinculada administrativamente ao TJPE desde 1998, a unidade presta assistência para as 12 Varas de Família e Registro Civil da Capital. Uma equipe do centro composta por 17 psicólogos e dez assistentes sociais realiza um estudo e emite parecer sobre os processos que abordam conflitos de alienação parental. O grupo também realiza palestras sobre o assunto em instituições de ensino, órgãos públicos e comunidades.
 
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Texto: Ivone Veloso | Ascom TJPE
 
Fotos: Assis Lima | Ascom TJPE