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Termina primeiro dia de julgamento de acusados pela morte do médico Artur Eugênio

 
A previsão é que o julgamento termine na próxima terça-feira (27/9), no Fórum de Jaboatão
 
O primeiro dia de julgamento de Cláudio Amaro Gomes Júnior e Lyferson Barbosa da Silva, dois dos cinco acusados pela morte do cirurgião Artur Eugênio de Azevedo, começou às 10h e terminou às 21h20 desta quarta-feira (21/9). Durante esse período foram ouvidas três testemunhas de acusação, uma de defesa, e três peritos do Instituto de Criminalística (IC). Duas testemunhas de defesa foram dispensadas e outra não compareceu. O Júri está sendo transmitido pelo twitter oficial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 
 
 Presidido pela juíza Inês Maria de Albuquerque, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes, o júri recomeça nesta quinta-feira (22/9), a partir das 9h. A previsão é que o julgamento termine na próxima terça-feira (27/9).  No segundo dia, está programado o início da exibição de vídeos dos depoimentos de 24 testemunhas requisitadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pelo assistente de acusação, que foram ouvidas durante as audiências de instrução realizadas ao longo do processo. 
 
Após os depoimentos das testemunhas tem início o interrogatório dos réus. Depois dessa fase, terá inicio o debate, quando acusação e defesa apresentam seus argumentos. Cada lado terá até duas horas e meia para tentar convencer os jurados de sua tese. Em seguida, começam a réplica e a tréplica, que garantem mais duas horas para cada. Os jurados, então, são isolados numa sala. A decisão pela absolvição ou condenação dos réus é tomada por maioria simples e a votação tem caráter sigiloso.
 
O acusado Cláudio Amaro Gomes Júnior  está sendo julgado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com furto qualificado mediante fraude com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Já o acusado Lyferson Barbosa da Silva responde por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com o crime de dano qualificado.
 
Caso – O médico Artur Eugênio de Azevedo, 35 anos, foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. O corpo do cirurgião foi encontrado na BR-101, no bairro de Comporta, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a denúncia do MPPE, o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre Cláudio Amaro Gomes e a vítima. De acordo com os autos, Cláudio Amaro Gomes, apontado como o mandante do crime, teria contado com a ajuda do filho Cláudio Amaro Gomes Júnior para executar o plano de homicídio. Cláudio Júnior teria pago Jailson Duarte César para contratar outros dois homens – Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz – para matar Artur Eugênio de Azevedo Pereira.
 
Outros acusados - O réu Flávio Braz morreu numa troca de tiros com a Polícia Militar, no dia 8 de fevereiro de 2015. Os acusados Claudio Amaro Gomes e Jailson Duarte César recorreram da decisão de pronúncia, a qual definiu que os réus iriam a Júri Popular. Os recursos foram julgados na terça-feira (20/9). A Câmara manteve a decisão de pronúncia do 1º Grau, que determina o julgamento dos réus pelo júri popular. A defesa dos acusados ainda pode recorrer da decisão. O relator foi o desembargador Alexandre Assunção. A sessão foi presidida pelo desembargador Marco Maggi. 
 
A juíza Inês Maria de Albuquerque decidiu levar os acusados a júri popular no dia 26 de agosto de 2015, considerando os laudos periciais dos fatos anexados aos autos, além das audiências de instrução e julgamento realizadas em sete datas, entre os dias 14 de outubro de 2014 e 10 de junho de 2015. Nas audiências foram interrogados os réus e ouvidas cerca de 60 testemunhas.
 
Para consulta processual - NPU: 0013467-08.2014.8.17.0810
 
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Texto: Ivone Veloso  |  Ascom TJPE
Foto: Anderson Freitas  | Agência Rodrigo Moreira