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TJPE implanta técnica terapêutica denominada Constelação Familiar

As juízas Laura Simões, Cecília Toscano e Wilka Vilela no lançamento do programa Um novo Olhar para a conciliar

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) lançou o programa “Um Novo Olhar para Conciliar”, o evento aconteceu na segunda-feira (13) no auditório do 2º andar no Fórum Rodolfo Aureliano. A inciativa aplica a técnica de Constelação Familiar Sistêmica que consiste numa terapia familiar que visa facilitar a convivência. O método foi criado na década de 70 pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, mas só foi introduzido no Brasil em 1999. A técnica pode ser aplicada em ações de divórcio, alienação parental, guarda e regulamentação de visita. Atualmente além do TJPE, 13 Tribunais em todo o país utilizam a metodologia da Constelação Familiar para que a resolução do conflito seja eficiente.

A princípio o programa será implantado nas Varas de Família, Infância e Juventude e nas Varas Criminais com competência de juizado criminal. Apenas os magistrados e servidores formados em constelação, podem aplicar o método, e é necessário comprovar que é um constelador. Estiveram presentes no lançamento do programa o desembargador Erik Simões, coordenador-geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Resolução de Conflitos (Nupemec); a coordenadora do projeto juíza Wilka Pinto Vilela, titular da 5ª Vara de Família e Registro Civil; a juíza Ana Cecília Toscano, titular da Vara Criminal de Igarassu; e a juíza Laura Amélia Simões, que atua na Vara da Infância e Juventude de Olinda.

A magistrada Wilka Vilela enfatizou que a Constelação Familiar trata a causa do conflito e não apenas da solução do processo, dessa forma, a tendência é que a solução seja duradoura e a divergência não volte a surgir, consequentemente as partes não terão reincidência no mesmo conflito, pois esse será resolvido de fato. “O programa visa promover a solução de conflitos familiares através de palestras e vivência utilizando o método da Constelação Familiar Sistêmica nos processos que tenham litigiosidade e que são encaminhados para serem constelados no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).”

A juíza Ana Cecília Toscano exerce função na Vara Criminal de Igarassu e também vai implantar a técnica de Constelação Familiar na Unidade Judiciária. “Muitas vezes as brigas entre as partes se repetem. A Constelação Familiar tenta resolver a causa que levou aquele processo, e não o processo em si. Através desse método buscamos a pacificação social.”, afirmou. A magistrada Laura Amélia também vai inserir a metodologia na Vara da Infância e Juventude de Olinda, onde ela é titular. “Harmonizar um sistema familiar que está desarmonizado é a função da Constelação Familiar.  

A Constelação Familiar visa solucionar os conflitos através de palestras e de vivência coletiva ou individual do método terapêutico. A estrutura pode ser em constelação fechada quando apenas a parte e o constelador se reúnem, ou constelação aberta, nos casos em que todas as partes de uma unidade judiciária envolvidas em ações que podem ser resolvidas através dessa metodologia, participam das palestras. A técnica não é uma imposição, portanto, as partes precisam aceitar participar das atividades do programa que podem ser em grupo ou individualmente.

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Texto: Rayama Alves | Ascom TJPE
Foto: Marcone Nunes | Agência Rodrigo Moreira