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Vara da Infância e Juventude divulga Programa Anjos de Olinda

Sala no Fórum de Olinda, com palestrante em pé e público sentado à frente dela
Pedagoga Alexsandra Rabelo falou sobre a importância do Anjos de Olinda na vida de todos os envolvidos
 
Divulgar e esclarecer dúvidas sobre o Programa de Apadrinhamento Anjos de Olinda. Essa foi a proposta do evento promovido pela Vara da Infância e Juventude de Olinda, na terça-feira (26/7), no Fórum do município. A equipe interdisciplinar do projeto explicou a ação que consiste no apadrinhamento de crianças e adolescentes, destituídas do poder familiar, que vivem em instituições de acolhimento da cidade.
 
O apadrinhamento pode ser afetivo ou financeiro. O afetivo tem por objetivo criar vínculos além da instituição, através do compromisso de acompanhar o afilhado por meio de visitas, passeios nos fins de semana ou comemorações especiais. O maior objetivo é garantir o direito à convivência familiar e comunitária conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente. Já o financeiro é destinado a atender às necessidades institucionais de crianças e adolescentes, e custear a qualificação pessoal e profissional dos acolhidos.

Juiz em pé, segurando cartaz da campanha de apadrinhamento Anjos de Olinda
Juiz Rafael Cavalcanti é um dos responsáveis pelo Programa de Apadrinhamento Anjos de Olinda
 
Segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude de Olinda, Rafael Cavalcanti, os dois tipos de apadrinhamento podem mudar a vida de crianças e adolescentes. "No afetivo, a criança ou adolescente cria um vínculo de carinho e afinidade com o padrinho além da instituição. Muitas vezes, os acolhidos ficam limitados apenas à realidade da instituição, sem ter consciência da vida real e social fora daquele local. Então, é uma vivência que possibilita essa amplitude de afeto e o conhecimento da realidade. Já o financeiro possibilita que o acolhido possa se capacitar e desenvolver uma atividade profissional após sair da casa de acolhida. Amplia os seus horizontes profissionais", avalia.
 
Foi o apadrinhamento financeiro que permitiu que Josivaldo da Silva Medeiros, 18 anos, pudesse conseguir um emprego ao completar a maioridade e sair da Casa de Acolhida do Cordeiro. Há dois anos, ele fez um curso de banho e tosa de animais financiado por um padrinho, o que permitiu uma mudança significativa na sua vida.
 
"A capacitação me deu condições de ser contratado por uma loja de animais e hoje faço um trabalho que realmente me dá prazer. Aluguei uma casa e meu sonho é ter minha própria loja. Vou agora fazer um curso em São Paulo para aprimorar ainda mais a minha atividade. Realizei a minha meta que era conseguir me manter financeiramente e ter uma profissão que gosto", revela. Para ele, também surgiu o apadrinhamento afetivo na instituição, o que estabeleceu um vínculo de amizade que permanece até hoje. "Dentre os programas preferidos que gosto de fazer como meu antigo padrinho está assistir aos jogos do Sport, meu time de coração", diz.
 
Público, sentado, assiste ao depoimento de jovem atendido por programa de acolhimento
Josivaldo Medeiros participou do Programa de Apadrinhamento Estrela Guia, da 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife
 
A experiência de Josivaldo Medeiros foi relatada por ele no evento para uma plateia formada por crianças e adolescentes de casas de Acolhida de Olinda, coordenadores de instituições de acolhimento, representantes de Organizações Não-Governamentais, e conselheiros tutelares. Os apadrinhamentos de Josivaldo foram conquistados por meio do Programa de Apadrinhamento Estrela Guia, desenvolvido com a mesma proposta pela 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife.
 
De acordo com a pedagoga da Vara da Infância e Juventude de Olinda, Alexsandra Rabelo, o objetivo do depoimento de Josivaldo foi mostrar para todos os presentes que este tipo de ação pode realmente fazer a diferença na história de um acolhido. "Queremos mostrar para a sociedade que é possível mudar a vida de alguém. Quanto mais pessoas se mobilizarem maior será o número de pessoas beneficiadas com uma nova perspectiva de futuro. Por meio desta iniciativa buscamos garantir os direitos das crianças e dos adolescentes que é a convivência familiar e comunitária, o desenvolvimento afetivo-emocional, a autoestima, e sua valorização enquanto ser em desenvolvimento", avalia.
 
A equipe interdisciplinar que compõe o programa á formada pelo juiz Rafael Cavalcanti, pelas pedagogas Alexsandra Rabelo e Ana Verônica de Araújo, pelo psicólogo Pedro Wanderley e pela assistente social Sylvia Rocha.
 
Campanha  Em busca de maior visibilidade ao projeto, a Vara da Infância de Olinda, por meio da Assessoria de Comunicação do TJPE, produziu 830 cartazes com informações sobre apadrinhamento. As peças são veiculadas em quatro linhas dos ônibus que circulam em Olinda.
 
Cadastramento – Para o apadrinhamento afetivo, é necessário preencher uma ficha de inscrição disponível no Setor da Equipe Interprofissional da Vara da Infância e Juventude de Olinda; e entregar as cópias de RG, CPF, comprovantes de residência e de renda, atestado de idoneidade moral e atestado de sanidade física e mental. Na sequência, é marcada entrevista psicossocial e realizada visita domiciliar, além de elaboração de relatório.
 
Já para o apadrinhamento financeiro, há o preenchimento da ficha disponibilizada pela equipe, entrega das cópias de RG, CPF, comprovantes de residência e de renda e atestado de idoneidade moral. Também é feito acordo com a equipe interprofissional sobre o valor disponível para o apadrinhamento e o tempo que ele irá durar.
 
Serviço
 
Projeto do Apadrinhamento: Anjos de Olinda
 
Local: Vara da Infância e Juventude de Olinda
 
Endereço: Avenida Pan Nordestina, km 04, Vila Popular
 
Contatos: (81) 3182-2681 / 2682
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Texto: Ivone Veloso | Ascom TJPE
Fotos: Ivson Lira | Agência Rodrigo Moreira