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Vara da Infância e Juventude do Cabo lança programa de apadrinhamento


 
Cerimônia acontece nesta segunda-feira (28/11), às 9h, no Fórum da Comarca
 
A Vara Regional da Infância e Juventude do Cabo de Santo Agostinho lança oficialmente o Programa Farol de Apadrinhamento da Comarca. O evento acontece em 28 de novembro, às 9h, no Fórum Doutor Humberto da Costa Soares, localizado na avenida Presidente Getúlio Vargas, Centro da Cidade. A iniciativa busca proporcionar a crianças e adolescentes que permanecem nas instituições de acolhimento sem a alternativa de serem reintegrados em sua família de origem e sem perspectiva de colocação em família substituta a construção de integração com a sociedade.
 
Segundo o juiz Rafael Cardozo, o programa de apadrinhamento possibilitará um acompanhamento melhor dos casos, ampliando as chances de êxito do projeto. “Há alguns anos, chegou a ser implementado na Vara um projeto-piloto. Agora, regulamentamos o programa e estamos lançando para dar início efetivo ao apadrinhamento no Cabo de Santo Agostinho. Vejo crianças há 8 anos no abrigo, crianças que possuem um imenso amor para dar e não têm quem receber. Do outro lado, vejo muitas pessoas da sociedade dispostas a dar muito amor. Então, o que o programa pretende é ser um facilitador para o encontro desses dois amores”, afirmou.
 
O apadrinhamento pode ser afetivo, material ou profissional. O afetivo tem por objetivo criar vínculos além da instituição, através do compromisso de acompanhar o desenvolvimento do afilhado por meio de visitas, passeios nos fins de semana ou comemorações especiais. O provedor é destinado a custear a qualificação pessoal e profissional dos acolhidos, com escolas, cursos profissionalizantes e práticas de esportes. Já o profissional é aquele que vai atender às necessidades institucionais de crianças e adolescentes, por meio da promoção de cursos ou serviços pelo padrinho de acordo com a sua especialidade de trabalho. Poderá ser escolhida mais de uma modalidade de apadrinhamento.
 
Mais –  Nas comarcas pernambucanas que não possuem programas específicos de apadrinhamento, crianças e adolescentes também podem receber apoio afetivo, provedor e profissional através do Projeto Pernambuco que Acolhe. O programa, iniciado em 2016, é desenvolvido pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-PE) através da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Pernambuco (CIJ-TJPE).

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Texto: Rebeka Maciel | Ascom TJPE

Arte: Núcleo de Design e Produção Gráfica