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Novo iMac é rápido e não decepciona

Normalmente, um computador mais rápido que parece uma cópia do que substituiu não merece muita atenção. Não é o que acontece com o novo iMac, da Apple Computer, o primeiro com processador da Intel.

Os novos iMacs continuam com o visual estarrecedor, com o computador todo espremido dentro da tela de 17 ou 20 polegadas. Eles ainda têm câmeras de vídeo embutida, executam quase os mesmos programas e têm o mesmo preço da geração anterior, que utilizava processadores PowerPC, da IBM. Dado tudo que poderia dar errado com a troca histórica de processadores, esta similaridade é muito significante.

O Core Duo da Intel, com dois núcleos de processamento em cada chip, aumenta a performance de alguns programas. Entretanto dizer que é duas vezes mais rápido que o PowerPC, como a Apple anuncia, é exagero. Os processadores não esquentam tanto, sugerindo um consumo menor de energia, assim é esperado de um chip nascido de uma linha para notebooks.

Mais significante que o novo chip em si é o impacto da transição sobre os usuários. Fazer a troca de uma peça tão importante não é tão fácil como tirar o velho e colocar o novo. Os componentes secundários também devem ser substituídos, assim como todo o software, começando pelo sistema operacional. Requer muita habilidade colocar os usuários e os desenvolvedores no mesmo bote.

A Apple, pelo menos até agora, parece ter feito um ótimo trabalho em se certificar que todos os programas antigos funcionem no novo Mac e que os novos funcionem no antigo. Com poucas exceções, ninguém deve sentir-se abandonado.

Muitos aplicativos da Apple, incluindo as novas versões do Mac OS X, iWork ¿06 e iLife ¿06, já são universais, ou seja, funcionam tanto em Macs Intel como PowerPC.

No novo Mac, o sistema operacional estava rápido. Programas como o iPhoto, iTunes, Pages e Keynote estavam mais velozes que no antigo. O Safari pareceu mais ágil que de costume, apesar disso depender mais da velocidade da Internet do que do processador. Os antigos programas também funcionavam muito bem no meu antigo PowerPC.

A Apple se comprometeu com os desenvolvedores a converter seus programas para aplicativos universais. O processo deve levar algum tempo, mas promete manter os donos de novos e velhos Macs felizes.

Existem muitos programas que simplesmente não funcionam no novo Mac. Isto inclui alguns aplicativos de ponta da Apple, que prometeu versões novas no próximo mês. Programas para Mac OS 9 e sistemas anteriores também não são suportados.

O Virtual PC, da Microsoft, que permite que se execute o Windows dentro do Mac OS X é um dos aplicativos que não funciona. Ainda não está claro se a Microsoft vai atualizar o programa.

Alguns se perguntam se os novos iMac são capazes de rodar o Windows, já que eles têm o mesmo tipo de processador. Com o Windows XP, pelo menos por enquanto, a resposta é não, apesar da Apple dizer que não vai impedir que usuários o façam. O grande problema parece ser o software que inicializa a máquina. A Apple usa uma nova tecnologia da Intel que aumenta dramaticamente o processo de incialização. O aplicativo não é suportado nas atuais versões do Windows.

O novo Mac também tem diversas melhorias internas. A placa de vídeo está bem mais potente e, no iMac de 20 polegadas, memória extra pode ser adicionada. O sistema de vídeo agora também suporta um segundo monitor extensivo. Os iMac antigos só permitiam espelhar um monitor no outro.

O primeiro iMac com processador Intel tem futuro e é um primeiro passo para a transição da Apple, que pretende ter toda sua linha assim até o final de 2006. Mais uma vez o iMac está inovando e abrindo caminha para novas tecnologias, até agora, na direção certa.
 
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