Design revolucionário para micro destaca brasileiros em concurso Microsoft
Vem do Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio, um revolucionário conceito de design de computador. Chama-se Glass Eyes e foi enviado no fim do ano passado a um concurso de design internacional promovido pela Microsoft e pela ISDA (Industrial Designers Society of America). Entre 308 competidores em quatro categorias, o Glass Eyes ficou entre os 12 finalistas da sua (Living Lifestyle) — e em segundo lugar.
Os responsáveis pelo projeto são os designers do INT Marcos Garamvolgyi e Rubem De Floriani. Devido ao excesso de trabalho, eles desenvolveram a idéia em apenas 48 horas (!) e a enviaram para o concurso.
O conceito do Glass Eyes (ele ainda está nos desenhos — só agora Marcos e Rubem pensam em construir um protótipo) é um computador convergente cujo principal objetivo é economizar espaço. Redondo, do tamanho de um disco de DVD, ele parece o rosto de um sapinho colocado na lateral, com dois “olhos” (daí o nome Glass Eyes). O de cima serve para projetar na parede a tela do computador — que equivale a um monitor virtual, dispensando o hardware — e o olho de baixo projetaria, em infravermelho sobre a mesa, um teclado igualmente virtual.
— A tela poderia ser projetada em qualquer lugar, não necessariamente na parede — diz Marcos. — Se você quisesse desenhar sobre ela, poderia ficar sobre a mesa também. Ou, se o usuário estiver deitado na cama, poderia ser projetada no teto, em grandes dimensões.
O único periférico não-virtual aí seria o mouse, óptico e sem fio, na verdade um dublê de controle remoto e pointer e permitiria desenhar, com o cursor, sobre a tela projetada.
Portátil, PC também poderia ser ligado a um home theater
Na outra ponta do Glass Eyes ficaria um drive embutido de DVD/CD e em sua parte posterior estariam todas as portas — seriais, USB, Firewire, o que fosse. Na frente, há um alto-falante embutido.
— Inclusive, o projetamos com uma entrada para captura de TV a cabo, de modo que a tela também poderia servir para ver televisão — diz Rubem. — Ou seja, ao mesmo tempo em que é portátil, pode ser acoplado a um home theater.
Os dois designers agora pretendem bater um papo com a turma da engenharia para precisar a arrumação dos componentes dentro do micro e chegar às especificações técnicas. Há ainda um outro projeto — não enviado para o concurso por ter faltado dinheiro para a remessa das pranchas — que preconiza um monitor de e-paper, enrolável, junto com o teclado virtual. O computador serviria para trabalhar com o monitor aberto e o teclado projetado, mas poderia virar um aparelho de som digital com a tela enrolada e escondida e o teclado oculto.
Para desenhar, Marcos e Rubem usaram os softwares Photoshop, Rhinoceros (software de modelagem virtual) e o renderizador Flamingo.
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