Software Livre vai permitir economia de 10 milhões ao Ministério Público Federal
O Sistema Único, que deve ser implantado de forma gradativa a partir de 2007, vai possibilitar uma economia de mais de 17 milhões de reais aos cofres do Ministério Público Federal. Só com impressão de papel, estima-se que sejam poupados cerca de 1,2 milhão de reais. A economia será possível porque a utilização de softwares livres pelo Único dispensará o uso de programas operacionais e editores de textos proprietários (pagos) que custam hoje ao MPF algo em torno de 10 milhões de reais.
A decisão de formar uma equipe própria para desenvolver o Único, em vez de terceirizar os serviços também trará benefícios econômicos. Segundo prospecção feita com a empresa SEA Tecnologia, seriam necessários quase seis milhões de reais para desenvolver o Sistema Único. Com uma equipe própria, a Coordenadoria de Desenvolvimento de Sistemas da Secretaria de Informática em PGR, o Ministério Público gasta hoje, com pessoal, cerca de 2,5 milhões de reais, sem contar com as despesas de transporte e equipamentos.
O projeto para criação do sistema foi elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento de Sistemas em parceria com as Coordenadorias de Informática da PRR 1ª Região, PR/PE e da PR/DF.
O Único visa informatizar e unificar o cadastramento e a consulta de todos os documentos, processos judiciais e procedimentos administrativos institucionais que tramitam no Ministério Público Federal. O sistema irá substituir outros cinco em uso atualmente pelo MPF: ARP, Caetés, GAP, SCP e Fênix. Também possibilitará o cruzamento de informações, que auxiliará nas investigações feitas pelo MPF. Com ele, será possível ter estatísticas quantitativas e qualitativas sobre a atuação da instituição e acessar dados sobre qualquer unidade utilizando a internet, inclusive palms e celulares, bem como a utilização de certificação digital, assinatura eletrônica, indexação textual e pautas informatizadas.
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