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Servidores do TJPE relatam a grandeza do amor pelos filhos com Síndrome de Down

No dia 21 de março, comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down, e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) compartilha a história de servidores que têm filhos com a síndrome. Confira os depoimentos de João, Karla, Janilma, Terezinha, Socorro e Adriana, que falam sobre o amor que vivem e sentem pelos filhos. A data (21/3) faz alusão aos três cromossomos no par número 21 (Trissomia do 21), característico das pessoas com a síndrome de down, que não é uma doença, mas uma falha genética.

João Bosco com o filho João Victor se divertindo numa sorveteria do Recife

João Bosco com o filho João Victor se divertindo numa sorveteria do Recife

“Para mim, o sorriso do meu filho ilumina o mundo! Daqui a três meses, João Victor vai completar 11 anos e vê-lo crescendo saudável e feliz enche o meu coração de alegria, até porque não foi fácil chegar onde estamos. Nenhuma conquista veio sem luta! Há dois anos, João Victor é atendido intensivamente numa clínica especializada em autismo. Desde então, tem feito muitos avanços, pequenas conquistas que fazem toda a diferença ao lhe dar mais autonomia na realização das tarefas da vida diária.”

Confira o depoimento de João Bosco na íntegra AQUI.


A servidora Karla com sua filha Karen, na sua festa de 15 anos

A servidora Karla com sua filha Karen, na sua festa de 15 anos

“No dia 6 de novembro de 2003, Deus nos presenteou com uma menina tão pequena, tão frágil e, ao mesmo tempo, tão forte, chamada Karen. Ela só foi diagnosticada com síndrome de Down na hora do nascimento. Naquele momento, não sabíamos como ela seria, se sobreviveria, de que forma iria se desenvolver, se teríamos condições financeiras para as terapias e tempo para tantos compromissos... Instalou-se sobre nós, familiares, uma nuvem de dúvidas, incertezas e medo. Confesso que entrei em pânico e, após alguns dias de luto e choro, começamos a ajudá-la no seu desenvolvimento com o objetivo de torná-la feliz e independente. Hoje, com 15 anos, sabemos que a nossa filha é feliz e espalha alegria em todos os lugares por onde passa. Ela transborda amor!”

Confira o depoimento de Karla na íntegra AQUI.


Janilma com seus filhos Laura e Gabriel, em seu primeiro aniversário

Janilma com seus filhos Laura e Gabriel, em seu primeiro aniversário

“Gabriel andou faz pouco tempo. Ele é muito carinhoso, inteligente, já pronuncia algumas palavrinhas, gosta de dançar, faz musicoterapia e segue conquistando todos que se aproximam. Posso afirmar com toda a sinceridade que foi o maior e melhor presente que Deus poderia ter me dado. Não mudaria nada nele, me sinto muito lisonjeada por Deus ter me escolhido para ser a sua mãe. Hoje sou minha melhor versão graças ao meu pequeno príncipe. Dedico todo meu tempo a ele, brinco, estimulo muito, presto atenção a cada passo do seu desenvolvimento e com a ajuda da família comemoramos cada conquista desse pequeno guerreiro.”
 
Confira o depoimento de Janilma na íntegra AQUI.

Maria do Socorro com o filho Davi nos braços 
Maria do Socorro com o filho Davi nos braços

“Meu filho Davi, tem síndrome de Down e está com três anos e dez meses. Ele tem suas singularidades, claro! Por conta da Trissomia 21, elas não passam despercebidas porque requerem cuidados específicos, mas nada que torne a nossa vida mais difícil. As terapias, os exames semestrais e os estímulos diários que têm que fazer desde que nasceu para uma boa evolução, hoje são feitos com mais tranquilidade e fazem parte de maneira normal da nossa rotina. Aprendi com Davi que, como tudo na vida, ele tem seu tempo. Nosso dia a dia é de superação, desafios, aprendizado, mas acima de tudo de amor.  Enfim, se pudesse resumir Davi em uma palavra essa seria renascimento. Depois de Davi, renasci! E hoje luto com todas as minhas forças para Davi mostrar ao mundo que ele pode chegar aonde quiser, que ele apenas tem síndrome de Down, e isso não o torna melhor nem pior do que ninguém.”

Confira o depoimento de Socorro na íntegra AQUI.

Terezinha com as filhas, Maria Cecília e Helena, e o esposo Clênio, durante piquenique no campo

Terezinha com as filhas, Maria Cecília e Helena, e o esposo Clênio, durante piquenique no campo

“Como cuidar de um filho especial? Bom, a primeira dica é que o filho ‘especial’ é tão normal quanto o filho de desenvolvimento típico. Falo isso com conhecimento de causa, pois tenho as duas experiências, uma filha com síndrome e outra não. Sendo assim, não prive seu filho ‘especial’ de nada que você proporcionaria ao seu filho ‘normal’. E viajar é a minha dica especial! Apresente ao seu filho, especial ou não, o mundo além dos engradados das portas e janelas. Eles irão te retribuir. E mesmo que a sua deficiência os impeça de se expressar verbalmente, eles irão sorrir. Essa é a sua forma de expressar e dizer: muito obrigado! Vocês são os melhores pais do mundo!” 

Confira o depoimento de Terezinha na íntegra AQUI.

 Adriana sorrindo com o filho Heitor, fantasiado de super-herói

 Adriana sorrindo com o filho Heitor, fantasiado de super-herói

"Quando eu via alguém com uma criança ou adulto com síndrome de Down, eu me entristecia e pensava no quão triste era aquela família. Achava que era impossível ser feliz, que eles teriam pra sempre um fardo. Em seguida pensava como era possível amar alguém ‘daquele jeito’. Lembro do quanto lamentei o fato da sobrinha de uma amiga ter sido diagnosticada com a síndrome antes de seu nascimento... Não havia o que se comemorar, eu pensava. E eu pensei todos esses horrores, quando aconteceu comigo. E é por isso que estou escrevendo para todos vocês hoje. Não quero que nenhuma família pense assim. Não quero que meus amigos pensem assim. Não quero que desconhecidos nos olhem e pensem assim. Porque eu nunca estive tão feliz! Porque meu filho Heitor é verdadeiramente um presente para nós. Porque ele é um bebê maravilhoso e será, com a permissão divina, um adulto maravilhoso para este mundo.”

Confira o depoimento de Adriana na íntegra AQUI.

Para obter mais informações sobre síndrome de Down, acesse o site www.movimentodown.org.br

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Edição: Priscilla Marques | Ascom TJPE
Fotos: Arquivo Pessoal