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Participantes do III Fórum de Equipes Interprofissionais da Infância e Juventude debatem cumprimento de medidas socioeducativas

Público assiste à palestra

O evento tem como objetivo promover debates sobre temas que envolvem crianças e adolescentes em situação de violência e cumprimento de medidas socioeducativas

O III Fórum de Equipes Interprofissionais da Infância e Juventude termina nesta sexta-feira (30/11). Promovido no auditório da Escola Judicial de Pernambuco (Esmape/TJPE), o evento tem como objetivo promover debates sobre temas que envolvem crianças e adolescentes em situação de violência e cumprimento de medidas socioeducativas. O público-alvo são profissionais e estudantes de Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, Direito, e de Saúde. A iniciativa, iniciada na quinta-feira (29/11) é realizada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ/TJPE) e pela Esmape. Confira as fotos do evento AQUI.

A programação do evento inclui conferências e mesas redondas que irão abordar temas como “A construção da identidade cidadã através da medida socioeducativa de prestação de serviço à comunidade”; “Cuidados em saúde mental de adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas”; “Adolescência e violência”; e "Intersetorialidade no atendimento ao adolescente em conflito com a lei". Confira a programação completa.

Juiz fala a palestrantes a partir de púlpito

O magistrado Élio Braz destacou a oportunidade durante o evento de estabelecer um diálogo com profissionais de diferentes áreas que integram as ações em prol da criança e do adolescente

O juiz Élio Braz, da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, representando o coordenador da Infância e Juventude, desembargador Luiz Carlos Figueiredo, destacou a oportunidade durante o evento de estabelecer um diálogo mais próximo com profissionais de diferentes áreas que integram as ações desenvolvidas em prol do bem-estar da criança e do adolescente no Estado. “Precisamos de momentos como este em que podemos expor nossas principais dificuldades na área e quais os melhores caminhos que podemos seguir, enfatizando experiências que deram certo no restabelecimento de jovens que vivem em situação de violência e também daqueles que cumprem medidas socioeducativas. Que a gente possa trabalhar melhor dentro da nossa função jurisdicional com o apoio das equipes interprofissionais aqui representadas. Parabenizo os idealizadores da ação”, afirmou.

O vice-diretor da Esmape, desembargador Evandro Magalhães, reforçou, dentro do contexto de promoção do Fórum, o papel da Escola Judicial de capacitar e de desenvolver magistrados e servidores em parceria com profissionais e instituições diversas. “Realizamos esse trabalho de aperfeiçoamento do Judiciário. Hoje, especificamente, tratamos de um assunto muito relevante e delicado e que me remete ao início da minha carreira quando trabalhei como promotor também na área da Infância e Juventude. E é um tema que precisa de uma atenção especifica. É preciso investir em ações que realmente recuperem esse jovem e o trabalho que vocês desenvolvem nas suas respectivas áreas é de suma importância no cumprimento desse propósito. Vocês realizam um trabalho em aspectos mais profundos do ser humano, como os voltados à área de psicologia, assistencial social e pedagogia, que surte resultados e subsidiam o Judiciário para que encontre o melhor caminho na prevenção e na recuperação desses jovens”, observou o magistrado.

Na sequência, o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz, promoveu o seminário “Sinase- Responsabilização com Direitos Humanos”. “Busco aqui enfatizar a questão dos diretos humanos, focando na questão da Justiça de transição. A Justiça de transição ao redor do mundo se faz almejando a superação do período autoritário ou de graves violações de direitos humanos a partir de objetivos traçados que, para serem alcançados, dependem de uma série de fatores, como por exemplo repercussão internacional, do momento histórico da realidade atual e da própria cultura de cada país. O Brasil ainda precisa crescer muito para fazer uma Justiça de transição, que é aquela em que há consagração dos direitos humanos, essencial ao desenvolvimento dos indivíduos numa sociedade. Então considero o trabalho realizado por todos os profissionais que integram a Infância e Juventude nas suas diversas especialidades fundamental na recuperação das pessoas que buscam o resgate desses direitos”, pontuou.

Presentes - Participaram do primeiro dia do evento também a juíza auxiliar da Vara Regional da Capital, Anamaria Borba, a pedagoga da Vara da Infância e Juventude de Jaboatão dos Guararapes, Elisama Costa; e representantes da Secretaria de Saúde estadual, da Secretaria de Educação do Estado, da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase); do Mistério Público de Pernambuco.
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Texto: Ivone Veloso | Ascom TJPE
Fotos: Assis Lima | Ascom TJPE