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Portas Abertas: conheça a história da sede do TJPE

Entrada do pátio interno do Palácio da Justiça

A entrada do Palacio da Justiça, situado no bairro de Santo Antônio

No centro do Recife, situado na Praça da República, bairro de Santo Antônio, o Palácio da Justiça, edifício-sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), marca a paisagem da cidade. Projetada em estilo eclético pelo arquiteto italiano Giácomo Palumbo, a edificação, inaugurada no dia 7 de setembro de 1930, também chama atenção pela beleza e pela arquitetura da sua estrutura interna. Adentrar no Palácio significa passear no tempo e conhecer um pouco da história do Recife e do Judiciário.

Com o objetivo de levar o cidadão para dentro do prédio histórico, aproximando a população da Justiça, o TJPE, através do setor de Relações Públicas da Assessoria do Cerimonial, desenvolve o programa Portas Abertas. Por meio da ação, é possível realizar uma visita guiada no edifício, onde se podem conhecer não só detalhes da arquitetura, da movelaria, das obras de arte e dos salões, como também um pouco do funcionamento e do papel do Tribunal.

“O Portas Abertas também possui um caráter simbólico. Visa mostrar que a Justiça está de portas abertas para trazer paz social, essa é a função de maior responsabilidade do Tribunal. Nas visitas, há uma breve palestra sobre cidadania. Para além do viés social, pedagógico e de resgate histórico da ação, vir aqui acaba sendo uma experiência de encantamento para os visitantes", revela a relações públicas do Cerimonial, Sônia Freitas.

A beleza dos espaços impressiona, como, por exemplo o Salão Nobre, que foi inspirado no Salão dos Espelhos do Palácio de Versalhes, com ornamentação clássica francesa, ao estilo dos reis da França Luís XV e XVI. No roteiro da visita, também estão a capela, a biblioteca, o Salão dos Passos Perdidos e a Sala dos Desembargadores, dentre outros locais.

Durante a visita guiada, a relações públicas Sônia Freitas

Durante a visita guiada, a relações públicas Sônia Freitas

Agendamento de visitas – Destinada aos públicos externo e interno (magistrados, servidores, prestadores de serviço, voluntários, estagiários e familiares), a iniciativa recebeu, em 2018, um total de 2.360 pessoas. O público externo foi formado na sua maioria por estudantes de escolas e faculdades do Recife e Região Metropolitana, mas qualquer cidadão pode participar, reservando horário.

Os dias reservados para o público externo são terças, quartas ou sextas-feiras, às 10h ou às 15h. Os interessados devem enviar um e-mail para relacoespublicas@tjpe.jus.br solicitando a visita guiada, e informar o nome, telefone para contato, horário desejado e dia de preferência da visita. Se forem estudantes, o nome da escola, curso/faculdade e o contato de celular da pessoa responsável.

Para a inscrição do público interno no projeto, é necessário criar um grupo mínimo de cinco pessoas e enviar também um e-mail para relacoespublicas@tjpe.jus.br com as mesmas especificações solicitadas ao público externo. O grupo pode ser composto por familiares e amigos do público interno do Judiciário pernambucano. A pessoa que formar o grupo ganhará o livro A Justiça de Pernambuco e seu Palácio: inventário do acervo museológico dos bens móveis. Os outros participantes também podem ganhar – caso acertem as perguntas feitas sobre os temas da visita guiada – uma camiseta do projeto e uma cartilha ilustrada sobre o Palácio da Justiça, produzidos pela Assessoria de Comunicação Social (Ascom TJPE).

Para mais informações: (81) 3182-0292.   

Palácio da Justiça de Pernambuco

Fachado do Palácio da Justiça

A inauguração do Palacio da Justiça aconteceu no dia 7 de setembro de 1930

A pedra fundamental do Palácio foi lançada no dia 2 de julho de 1924 pelo governador do Estado e juiz federal, Sérgio Loreto, durante as comemorações do primeiro centenário da Confederação do Equador. A inauguração do novo prédio aconteceu no dia 7 de setembro de 1930, na gestão do governador Estácio Coimbra, que, no ano de 1927, sucedeu a Sérgio Loreto. Na ocasião, o Judiciário pernambucano era presidido pelo desembargador Bellarmino Gondim. O projeto escolhido para a obra do Palácio da Justiça foi de autoria de Giácomo Palumbo – arquiteto italiano formado pela Escola de Belas Artes de Paris – com colaboração de Evaristo de Sá.

O local escolhido para a edificação do palácio – o bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife – está intimamente relacionado com a história do Estado de Pernambuco. Válido é ressaltar que aquela área pertenceu ao Palácio Friburgh, conhecido como o “Palácio dos Despachos de Maurício de Nassau”. Para a construção do novo prédio, houve a necessidade de demolir a antiga ala das enfermarias do Convento de Santo Antônio e o prédio do 2º Batalhão da Força Pública, situado em frente à Praça da República. A demolição deste último fez com que um novo quartel fosse construído no bairro do Derby.

O edifício-sede do TJPE possui na sua composição arquitetônica os frisos greco-romanos e os pilares coríntios, encimados por capitéis jônicos, fazendo com que o prédio possa ser classificado como um dos mais belos representantes da arquitetura eclética em Pernambuco. Considerado, por muitos profissionais e estudiosos, como uma das últimas edificações, em seu porte, no Estado. Com uma área de 2,5 mil metros quadrados, o Palácio possui três pavimentos, além da cúpula, que abriga mais dois.  

A fundação do prédio passou por detalhado processo de cosntrução, devido à constituição do terreno, situado numa área de mangue. Outrora, em suas proximidades, havia um braço de rio que fora aterrado no período da presença holandesa em Pernambuco (1630-1654). A parte central do prédio foi reforçada, em sua fundação, com 12 pilastrões, que têm como intuito distribuir o peso da cúpula.

A fachada principal do Palácio da Justiça é adornada por dois conjuntos de esculturas, que representam a Justiça e a Ciência do Direito, executadas pelo escultor pernambucano Bibiano Silva, sob orientação de A. Freyhoffer. Bibiano também executou os bustos de Paula Batista e Gervásio Pires, dois nomes importantes na história da Justiça pernambucana, localizadas na entrada da Salão dos Passos Perdidos.
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Texto: Ivone Veloso – Micarla Xavier | Ascom TJPE
Fotos: Assis Lima | Ascom TJPE