O trabalho do Serviço Social foi instalado no I Juizado
Especial Criminal – Programa de Penas alternativas, em
maio de 1999, subsidiando tecnicamente a execução
das penas alternativas, por meio do acompanhamento aos prestadores
do serviço e às entidades cadastradas bem como
desenvolvendo trabalho de cunho preventivo e informativo,
mediante programas sociais.
Dentre suas atribuições iniciais, podemos destacar:
-Realizar levantamento das instituições e possibilidade
de participação da parceria Penas Alternativas
x Prestação de serviço à comunidade;
-Indicar aos magistrados, em exercício junto às
Varas Criminais, as entidades participantes do projeto;
-Acompanhar o processo do cumprimento da pena junto ao parceiro;
-Entrevistar o auto do fato com o objetivo de conhecer suas
aptidões,
condições pessoais e conduta social, propiciando
elementos para sua decisão de forma a alocá-lo
na instituição mais adequada;
-Propiciar junto às comunidades, esclarecimento sobre
o programa, seus objetivo e vantagens;
-Sugerir acompanhamento psicológico e psiquiátrico
ao autor do fato;
-Encaminhar semestralmente ao Juiz relatório das entidades
cadastradas com as respectivas necessidades materiais e humanas.
A inclusão de um profissional de saúde mental (psicólogo)
para compor a equipe do Juizado, a partir do ano de 2002, permitiu realizar
uma abordagem das problemáticas encontradas de modo mais integral.
Dentre as tarefas estipuladas, de acordo com as peculiaridades do trabalho
realizado no I JECrim, são realizados:
- Atendimento e orientação aos beneficiários e
seus familiares
- Entrevista para avaliação psicológica/orientação
e apoio
- Utilização de instrumentos técnicos específicos
- Elaboração de pareceres técnicos
- Elaboração e envio de documentos para os autos processuais
- Elaboração de material e subsídios para o estágio
- Contatos de acompanhamento da execução da medida
- Palestras de sensibilização
A execução destas tarefas não pode ser iniciada sem
o estudo de caso, através da consulta prévia aos autos dos
processos em avaliação, e a troca de informações
com outros profissionais (Assistentes Sociais, Conciliadores, Promotores,
Juizes e profissionais de saúde). Estes são pré-requisitos
para a posterior elaboração de pareceres e/ou relatórios
técnicos, que são anexados aos processos em estudo.
A colaboração com os demais integrantes da equipe jurídica
tem lugar na avaliação e assistência psicológica
de indivíduos, casais, menores e seus familiares, envolvidos nos
processos criminais, e, quando necessário, no encaminhamento para
tratamento especializado, seja para terapias psicológicas e psiquiátricas,
seja para tratamento da dependência do álcool e outras drogas.
Em 2003, pode-se destacar a continuidade e o aprimoramento
do trabalho com usuários de substâncias entorpecentes ou psicoativas,
nas Entrevistas de Avaliação do Consumo de Substância
Psicoativa (SPA). Nossa intervenção vem sofrendo modificações
a partir da prática desenvolvida durante os dois primeiros anos de
sua implantação.
Devido ao grande número de processos em tramitação
do 1º JECrim, verificado durante o ano de 2002, ficou acordado, em
outubro daquele ano, a parceria com o Programa Paz Social do Ministério
Público local, através de reunião com as equipes técnicas
do Juizado e do Ministério Público, e o modo de distribuição
dos processos para estudo em cada uma das equipes. O Setor Psicossocial
do Juizado ficou responsável pela totalidade dos processos inclusos
no artigo 16 da Lei 6368/76, “Lei de Entorpecentes”, para avaliação
e acompanhamento de medida penal.
Uma nova fase teve lugar, a partir de março de 2003, quando
o Juizado Especial Criminal da Capital passou a funcionar em dois
turnos. Efetivamente, o I JECrim passou a funcionar como dois Juizados
distintos, com juiz, secretários e conciliadores diferentes
para cada turno, cabendo ao Setor Psicossocial a avaliação
e o acompanhamento dos processos envolvendo drogas ilícitas
tramitando nos dois turnos.
|