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Memorial do TJPE realiza primeira reunião sobre projeto selecionado pelo Funcultura

Pessoas sentadas em volta de mesa olham para fotógrafo

A reunião ocorreu no Memorial da Justiça e debateu o desenvovimento do projeto Guardiões da Justiça

O Memorial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em parceria com a Tangram Cultural realizou a primeira reunião sobre o Projeto Guardiões da Justiça, para debater o desenvolvimento da iniciativa, na quinta-feira (24/1), no prédio do Memorial, no bairro do Brum, no Recife. Participaram do encontro representantes do Memorial, da Tangram e da VouVer Acessibilidade.  O projeto foi um dos selecionados pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) para o recebimento de incentivos destinados a projetos culturais. A iniciativa consiste em um jogo digital para dispositivos móveis e computadores destinado a crianças entre quatro e oito anos de idade, bem como a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos de aprendizagem ou alguma deficiência intelectual.

No Guardiões da Justiça 1.0, os jogadores serão incentivados a explorar virtualmente a Estação do Brum, antiga estação ferroviária do Recife, construída entre 1879 e 1881. A estrutura integra o patrimônio cultural ferroviário brasileiro, onde funciona, desde 1999, o museu do Memorial da Justiça de Pernambuco. No museu virtual, os participantes atuarão como “Guardiões da Justiça”, conhecendo personagens que apresentarão temas como a capoeira, o cangaço, a escravidão e o frevo. Nesse ambiente, os jogadores serão estimulados a praticar ações de cidadania e de educação patrimonial e a pensar sobre a importância da preservação do patrimônio e sua salvaguarda. No espaço físico do Memorial, há exposição fixa sobre as temáticas do jogo com o Judiciário.

A gerente do Memorial da Justiça do TJPE, Mônica Pádua, destaca o viés inclusivo que o jogo pretende desenvolver. “Para as pessoas no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), bem como para as pessoas com deficiência intelectual e transtornos de aprendizagem, o jogo será uma ferramenta adaptada especificamente para eles, visando a sua integração social, uma vez que contribuirá para que esse público entre em contato com conteúdos disponíveis no Memorial da Justiça sobre a história e a cultura pernambucana, de forma lúdica, auxiliando inclusive no desenvolvimento de sua aprendizagem”, destaca.  O Memorial da Justiça do TJPE está vinculado à Secretaria Judiciária por meio da Diretoria de Documentação Judiciária (Didoc).

A coordenadora da VouVer Acessibilidade, Andreza Nóbrega, destacou que, na primeira reunião realizada sobre o projeto, foi possível estabelecer de forma mais concreta os meios de acessibilidade atribuídas ao jogo. “Começamos a firmar a parte técnica do jogo para torná-lo inclusivo. A acessibilidade será possível a partir do desenvolvimento da técnica comunicacional a partir também da audiodescrição e interpretação em língua brasileira de sinais, libras. Nossa equipe é formada por especialistas e mestres na área da inclusão”, revela.

A iniciativa será desenvolvida sob a coordenação técnica da museóloga e pedagoga do TJPE, Gabriela Severien, lotada no Juizado Especial do Torcedor; a coordenação do historiador e pós-graduado em História, Carlos Alberto Vilarinho Amaral, que atua no Memorial; da produtora cultural e diretora da Tangram, Germana Pereira, e outros profissionais especialistas. O Edital de Convocação foi lançado pela Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, por meio da Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

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Texto: Ivone Veloso - Amanda Machado  |  Ascom TJPE
Foto: Cortesia