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Vara da Infância e Juventude de Petrolina entrega primeiro Prêmio Previne

Juiz entrega selo de premiação à gestora da escola

Projeto “Cultura de Paz”, da Escola Estadual Joaquim André, foi escolhido como modelo de enfrentamento ao bullying

A Vara Regional da Infância e Juventude de Petrolina concedeu o Prêmio Previne para a escola estadual Joaquim André pelo melhor projeto pedagógico contra o bullying na cidade. O projeto denominado “Cultura de Paz” rendeu à escola o título do Selo Previne e dez ares-condicionados entregues pela unidade judiciária e pela Câmara de Vereadores. A cerimônia aconteceu na segunda-feira (11/12)

O magistrado Marcos Bacelar entregou à gestora da Joaquim André, Graça Pires, o Selo Previne e a cópia do projeto de Lei 103/2017, o qual destina a doação de dez ares-condicionados à escola vencedora. Estiveram presentes na solenidade o presidente da Câmara de vereadores, Osório Siqueira, a equipe interdisciplinar da unidade judiciária, alunos, familiares e equipe da gestão escolar.

O juiz da Vara da Infância e Juventude também destacou a importância das parcerias com o Poder Legislativo, o Ministério Público, os gestores e os pais na questão do combate dos problemas ligados à vitimização de crianças e adolescente. “A escola é um reflexo do contexto social que a compõem. Vivemos uma insegurança nas escolas e a questão da segurança merece atenção das autoridades e da comunidade”, salienta o magistrado.

A gestora adjunta, Renata Rodrigues, revelou a importância do prêmio para a escola no reconhecimento do trabalho de prevenção da violência. “Estamos muito felizes com o prêmio e com o resultado que alcançamos até aqui dentro do ambiente escolar com a redução do bullying. Estamos torcendo para que o projeto sirva de modelo para outras escolas”, ressalta Renata Rodrigues.

Prêmio – A iniciativa da Vara da Infância instituiu o 1º Prêmio Previne neste ano com base na Lei Estadual 13.995/2009 que determina que escolas públicas da rede pública e privada instituam medidas de combate ao bullying; e pela Lei Federal 13.185/2015 que institui o programa de combate à intimidação sistemática. 

“Em fevereiro deste ano, foi lançado o edital do Prêmio Previne e as escolas públicas (estaduais e municipais) puderam inscrever projetos pedagógicos que incluíssem o combate ao bullying em suas dinâmicas escolares. Foram avaliados critérios como abrangência, resultados previstos, potencial de disseminação, clareza, objetividade e método de avaliação”, explica o juiz Marcos Bacelar.

De acordo com o magistrado, o Prêmio Previne vem destacar as principais articulações pedagógicas que podem trazer resultados positivos na comunidade escolar. “Em parceria com o Legislativo e as secretarias de educação, resolvemos escolher o melhor projeto de combate ao bullying para podermos padronizar ações nas escolas”, reforça Bacelar.

A Câmara dos Vereadores, parceira no prêmio, aprovou o Projeto de Lei 103/2017 no dia 7 de dezembro, o qual ratifica a doação de dez ares-condicionados para a escola vencedora Joaquim André. O Selo entregue na cerimônia de premiação elege a escola como a melhor parceira da Vara da Infância e Juventude no quesito combate ao bullying.

Projeto – A escola vencedora Joaquim André encaminhou o projeto “Cultura de Paz” que tem  como escopo geral fazer oposição a ideias que firam a dignidade humana. Entre seus objetivos específicos estão identificar alunos com comportamentos autodestrutivos, promover a mediação de conflitos, aproximar a comunidade para fortalecer o tema de cultura de paz e realizar atividades de cunho protetivo contra a violência física ou psicológica.

Durante todo o ano de 2017, a escola desenvolveu atividades internas voltadas para o corpo estudantil como a implantação da rádio escolar para divulgar ações preventivas; foi criado o grupo de Acolhida com o nome “Posso te dar um abraço” e o investimento no clube de leitura na biblioteca. Nas ações externas, foi promovida a passeata da paz no bairro José e Maria, aproximação com a rede protetiva para envio de casos de automutilação e também com a Vara da Infância e Juventude com os casos de violência.

Todo o cronograma de atividades realizado pela escola será transformado em projeto modelo para ser divulgado e implantado nas outras escolas da rede pública de ensino em Petrolina. “Nós implantamos o projeto desde o primeiro dia letivo deste ano, e todo o corpo docente percebeu a diferença na escola. Nós temos um número bem menor de ocorrências negativas na escola, se comparamos ao ano passado, e pretendemos melhorar ainda mais”, informa a gestora adjunta, Renata Rodrigues.

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Texto: Eduardo Gomes | Petrolina – Colaborador Ascom TJPE

Foto: Ronia Lima