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Estagiários trazem novas vivências ao TJPE

A servidora Ailma Cavalcanti e a estagiária Viviane Melo na Diretoria de Gestão Funcional da SGP/TJPE

Com o Programa de Estágio do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desenvolvido pela Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), o Judiciário estadual conta, atualmente, com 204 estagiários aprovados em concurso, após seis convocações realizadas. A sétima está prevista para a segunda quinzena de janeiro de 2020 a partir de vagas destinadas a estudantes de 15 cursos definidos na Instrução Normativa 17/2016, publicada no Diário de Justiça eletrônico (DJe) em 26 de agosto deste ano.

Entre os 204 estagiários do Judiciário, estão Viviane Melo, Daniel Andrade e Maria Helena Nunes. A vivência dos três no TJPE envolve adaptação à vida acadêmica e à rotina no Judiciário, bem como reflexões sobre a importância dessa formação para a vida profissional. O sentimento dos estudantes é partilhado pelas servidoras Solange Cunha, Andrea Andrade e Marcella Pedrosa, num reconhecimento que os estagiários agregam valores, conhecimentos e experiências nas mais diversas áreas. Confira a foto da rotina dos estagiários em https://photos.app.goo.gl/y64q23yuX5YRDUDV8

Vivianne Melo, 21 anos, cursa o 5º período de Administração e começou a estagiar no TJPE em setembro. Ela conta que descobriu a seleção por uma amiga, que enviou o link para inscrição, sabendo do interesse da universitária em um estágio. “Eu já tinha ouvido falar que o TJPE é um ótimo local para estágio e enxerguei nele uma oportunidade de começar a minha experiência profissional”, diz Viviane Melo. A estudante confessa gostar bastante da atividade e que foi muito bem recebida desde o primeiro dia, com a vivência de integração do programa, e na Diretoria de Gestão Funcional, unidade localizada no Edifício Paula Baptista, onde ficou designada.

Em pouco mais de dois meses, a universitária confirma adaptação ao estágio e destaca o suporte das supervisoras, Solange Cunha e Ailma Cavalcanti, que oferecem auxílio em qualquer tipo de dúvida e tranquilidade no cumprimento das atividades. A estudante ainda revela que o estágio auxilia a enxergar a área do curso de modo diferente. “Muitas vezes, nas universidades, o foco está muito voltado ao ambiente privado. Então, estar estagiando no TJ me mostra uma nova realidade que, ao mesmo tempo que está muito perto de nós, muitas vezes não nos damos conta”, afirma Viviane Melo. “O estágio é um momento de crescimento mútuo e consequente ganho institucional, porque os estagiários trazem as novidades da academia para adaptar ao cenário organizacional”, destaca a servidora Solange Cunha.

O estagiário Daniel Andrade com a equipe da Gerência de Voluntários da SGP/TJPE

Já Daniel Andrade, 28 anos, também estudante de Administração Pública, foi selecionado na primeira convocação e agora faz parte da Gerência de Voluntários da SGP/TJPE, atuando no Edifício Paula Baptista. No estágio, o universitário vê uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos para a carreira profissional, mas também de levar novas experiências para o setor. “Está sendo muito importante, pois o estágio abriu meus olhos ainda mais para a carreira pública, a qual sempre quis”, relata. Ele destacou, ainda, que considera maravilhoso atuar na área que gosta, gestão de pessoas, em um ambiente bastante acolhedor.

Gestora do estudante na unidade do TJPE, a servidora Andrea Andrade aponta os benefícios mútuos da experiência. “Os estagiários estão reinventando o mercado de trabalho, identificam com facilidade oportunidade de melhorias na rotina, são bastante criativos e são verdadeiros agentes de mudanças. Na atividade, essa troca de conhecimentos é fundamental, pois contribui para o aprimoramento da gestão. A troca de experiências tem se mostrado um método bem-sucedido, uma vez que o compartilhamento das informações amplia horizontes e contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional de todos”, explica Andrea Andrade.

Estudante do 7º período de Psicologia, Maria Helena Nunes, 23 anos, foi selecionada em vaga para pessoas com deficiência (PcD). Lotada no Centro de Apoio Psicossocial (CAP/TJPE), a universitária diz que sente o estágio como uma outra faculdade e espera levar um pouco de cada uma com quem trabalha para se tornar uma excelente profissional, pois é apaixonada e admira bastante o trabalho feito pela equipe do TJPE. Conta, ainda, que a recepção foi ótima desde o primeiro dia, com todos a postos para qualquer necessidade. “Eu me senti muito escutada e respeitada”, enfatiza. “Elas conseguiram até uma cadeira de rodas para mim, o que é algo quase impossível para uma necessidade tão efêmera, já que eu só vou ficar um ano”, completa.

Como o prédio onde estagia ainda não está adaptado, Maria Helena Nunes também destaca o apoio que tem recebido apoio de todos os servidores do local. “Fizeram o máximo que poderiam ter feito no local: sofás e cadeiras são acessíveis, tem frigobar para mim, a maioria dos arquivos ficam em locais baixos para eu conseguir pegá-los. Dizem que vou pegar o caso e já me dão ele físico ou PDF, para que eu não precise me deslocar. Isso é um acolhimento maravilhoso.”

A estagiária Maria Helena Nunes e a servidora Marcella Pedrosa, ex-estagiária do TJPE, no Centro de Apoio Psicossocial

A estudante também destaca a importância das vagas para PcDs, em seleções, para pessoas com ou sem deficiência. “É importante ver inclusão, é importante quebrar o conceito de doutor e doutora na cabeça: gente branca, com o corpo considerado perfeito e que não olham no olho da gente. Creio que minha imagem provoca essa quebra. Vejo em todos os atendimentos que acompanho com as psicólogas. Não é preconceito violento, é apenas o preconceito de achar que uma mulher deficiente não estaria trabalhando, ocupando aquele cargo. Isso está me fazendo muito bem e estou aprendendo a ocupar o espaço que pertenço. A inclusão muda por dentro e por fora, em mim e em todos”, declara Maria Helena Nunes.

Gestora da estudante no CAP/TJPE, Marcella Pedrosa expõe a importância da atividade inclusiva para a sociedade. “O estágio proporciona o complemento daquilo que é visto em sala de aula. É enriquecedor tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal, onde o aluno amadurece e amplia sua visão de mundo, para se tornarem profissionais já com bagagem”, defende. “Destinar vagas para pessoas com deficiência ultrapassa o oferecimento de um estágio, ou de exercer uma atividade remunerada. É uma responsabilidade social de incluir essas pessoas e disponibilizar oportunidades de vivenciar a prática, tão almejada no período acadêmico”, explica a servidora e ex-estagiária do Tribunal. “Estagiar foi algo que me permitiu a vivência numa área até então desconhecida, fazendo identificar e construir referências para atuação futura”, lembra Marcella Pedrosa, sobre a experiências que despertou o interesse para atuar na psicologia jurídica e para passar no concurso de servidores do Tribunal.

O Programa de Estágio do TJPE lançou, em abril deste ano, um edital de inscrições para a seleção pública do Programa de Estágio 2019. Foram disponibilizadas vagas para os cursos de Direito, Administração, Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, Biblioteconomia, Museologia, Ciências Contábeis, Computação, Educação Física, Arquitetura, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Jornalismo e Secretariado nas modalidades de ampla concorrência, afrodescendentes e pessoas com deficiência para atuarem nos mais diversos municípios do Estado.

Para se candidatar às vagas, era preciso realizar a inscrição e participar da prova objetiva que avaliou áreas de conhecimento como língua portuguesa; ortografia, gramática e sintaxe; raciocínio lógico; conhecimentos gerais em atualidades e conhecimentos específicos. Os universitários que passaram na seleção tiveram seus nomes divulgados na relação de convocação no site https://igdrh.selecao.net.br/informacoes/19/, publicados no Diário de Justiça eletrônico (DJe) e contatados via e-mail.

Além dos estagiários que se apresentaram e assumiram as vagas, outros serão convocados para compor o programa, respeitando o período de validade da seleção e a demanda dos setores, como lembra a gerente de Estágio do TJPE, a servidora Consuelo Assis. “O Programa de Estágio proporciona ao estudante de curso superior a oportunidade de adquirir experiências práticas em sua área de formação, sendo uma atividade relevante para a formação humanista do estudante”, reforça.

As convocações seguem em atualização através de documentos disponíveis em https://www.tjpe.jus.br/web/concursos-e-selecoes/selecao-publica-de-estagiarios-2019. Para aqueles que foram convocados, é preciso se inscrever no site http://gidrh.makiyama.com.br/TJPE2019/Account/logon e enviar os documentos exigidos, seguindo as orientações apresentadas.

O contrato tem duração de 12 meses, com disponibilidade para ser renovado por igual período. A carga horária estabelecida para a realização das atividades propostas com o supervisor é de 20 horas semanais, respeitando o horário do expediente das unidades do TJPE. São concedidos para os estudantes os benefícios de uma bolsa no valor de 723 reais, auxílio transporte e seguro contra acidentes, com direito a 30 dias de férias remuneradas depois de um ano do estágio.

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Texto: Aryagne Lopes | Ascom TJPE
Fotos: Guilherme Guimarães | Cacoete Produções | Ascom TJPE