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Servidora do TJPE participa de eleição do Conselho Geral de Italianos no Exterior

Maria Carolina (de calça roxa) com demais membros do COM.IT.ES Nordeste durante a eleição em Brasília
 
“Minha relação com a Itália vem dos meus ancestrais”. É assim que inicia a história da servidora do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Maria Carolina Russo Cartaxo, lotada na 2ª Vara dos Executivos Fiscais Estaduais, e que recentemente foi convocada para participar de eleição realizada pelo Conselho Geral de Italianos no Exterior (Consiglio Generale degli Italiani all'estero – CGIE/Brasil), promovida pela Embaixada da Itália em Brasília. Atualmente, Maria Carolina integra o Comitê Regional COM.IT.ES Nordeste, que cuida dos assuntos relacionados aos italianos residentes no Nordeste brasileiro, promovendo a língua e a cultura italiana, e atuando em favor da comunidade junto ao governo italiano.
 
A história de Maria Carolina começa com a chegada dos seus avós, Fortunato e Maria Giuseppina Russo, originários de Tortora, província de Cosenza na Calábria, que imigraram para o Brasil na primeira metade do século XX em busca de uma vida melhor. Após a primeira guerra mundial, em 1920, Fortunato chega ao país e a avó, Maria Giuseppina, e o restante da família imigraram em 1929. Seus avós eram primos e se casaram no Recife em 1930, e ele foi um grande comerciante de tecidos. E como na Itália, os filhos de italianos nascidos fora do território possuem o “jus sanguinis”, ou seja, são também italianos, e podem requerer a cidadania italiana até a 4ª geração (bisnetos), então, Maria como neta de ambos, requereu o reconhecimento da sua cidadania.
 
Por conta dessa ligação, aos 17 anos de idade, Maria Carolina morou por seis meses em Tortora, terra dos seus ancestrais, conheceu a casa que sua avó nasceu, aprendeu a língua italiana e fez grandes amizades que conserva até hoje. Posteriormente, quando voltou ao Brasil, ela ingressou na Faculdade de Direito do Recife, e começou a ter mais contato com a comunidade italiana, participando de encontros promovidos pelo próprio Consulado e pelo Centro Cultural Dante Alighieri. E de lá para cá, continuou com envolvimento voluntário até que em 2021, aceitou o convite para integrar uma das listas para eleição do Comites - NE, sendo eleita juntamente com outros 12 conselheiros mais votados.
 
Fotos do casamento dos seus avós, da sua viagem à Itália em 1998 e da sua visita recente à Embaixada Italiana
 
Por sua vez, O CGIE é um órgão consultivo do governo italiano para os assuntos relacionados aos italianos residentes fora do seu território, que emite pareceres, por exemplo quando há pautas legislativas que alteram os direitos daqueles que vivem no exterior. Ligados ao CGIE, estão os comitês regionais (Comitato degli italiani all'estero - COM.IT.ES), que são sete no Brasil.  E por ser integrante do COM.IT.ES Nordeste, Maria Carolina foi convocada para comparecer no último dia 09 de abril, em Brasília, para participar da eleição dos candidatos ao Conselho Geral (CGIE). Na ocasião, a servidora do TJPE também conheceu a Embaixada da Itália no Brasil. Mas, além de participar de eleições como essa, Maria Carolina tem ainda outras atribuições.
 
“Dialogamos com o Consulado, podemos fiscalizar os trabalhos das unidades consulares e pleitear junto ao Cônsul a melhoria no atendimento e no enfrentamento das questões relativas à comunidade. Não somos um órgão do aparelho consular, mas somos um órgão em favor da comunidade italiana. Felizmente, consigo conciliar os trabalhos, pois as reuniões são previamente agendadas em um calendário anual, em horário vespertino, totalmente compatível com o meu expediente no TJPE, no período matutino. E por isso, fico muito honrada em promover uma ponte entre culturas, e assim, contribuir tanto com a sociedade pernambucana, como servidora do TJPE, bem como no serviço voluntário com a comunidade italiana do Brasil”, conclui.
 
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Texto: Priscilla Marques | Ascom TJPE
Fotos: Arquivo pessoal