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Tamarineira: julgamento de processo tem segundo dia com depoimento de testemunhas

Sessão do Júri continua nesta quinta-feira (17/3) com interrogatório do réu

Link de acesso à transmissão do terceiro dia de julgamento: https://youtu.be/8pLZvRKkw0o

No segundo dia de julgamento, realizado nesta quarta-feira (16/3), no Salão do Júri da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, foram retomadas as oitivas das testemunhas de defesa do réu João Victor Ribeiro de Oliveira Leal. Ele responde por homicídio triplamente qualificado e dupla tentativa de homicídio, resultantes de uma colisão de trânsito no bairro da Tamarineira, no Recife, em 2017.

A sessão do júri foi reiniciada às 9h36, com a ouvida do médico perito, o psiquiatra forense Antônio José Eça. Às 12h25 foi feito um intervalo para o almoço, retornando às 14h, com o depoimento do médico psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro. Às 18h20, a juíza Fernanda Moura suspendeu o julgamento, que será retomado nesta quinta-feira (17/3), às 9h, com o interrogatório do réu. 

Para o mesmo dia, também está prevista a fase de debates entre o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Defesa do réu. Na sequência, o Conselho de Sentença se reúne para dar o veredicto. A transmissão ao vivo do julgamento acontece via Canal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no YouTube: https://youtu.be/8pLZvRKkw0o.

Primeiro dia – O julgamento teve início na manhã da terça-feira (15/3). A sessão começou às 9h40, com a chamada e o sorteio de jurados para compor o Conselho de Sentença. Logo após, foram reservados dez minutos para os jurados lerem o Relatório de sentença e o Recurso em sentido estrito. A instrução começou com a leitura da denúncia. Em seguida, a sessão foi conduzida para a oitiva das testemunhas. 

A primeira testemunha ouvida no júri popular foi Gleibson José de Santana, que passava pelo local no momento da colisão. Na sequência, a vítima Miguel Arruda da Motta Silveira Filho foi ouvida na sessão. Depois, foram ouvidos Matheus Pinto Peixoto e, em seguida, Artur Donato Sales da Silva, ambos amigos de João Victor, e que estavam com ele no bar antes do ocorrido.

Após o intervalo, que aconteceu das 13h40 às 15h, a sessão do júri popular foi retomada com a ouvida dos testemunhos do perito criminal Vinicius Nogueira Trajano. Em seguida, começaram os depoimentos das testemunhas arroladas pela Defesa. A primeira a falar foi Cláudia Noemia Moreira Ribeiro, tia do réu. Em seguida, testemunhou Emily Necília Leandro Diniz, na condição de madrinha do acusado perante o programa Narcóticos Anônimos (NA). O primeiro dia de sessão de julgamento foi suspenso às 19h de 15 de março.

O caso – A denúncia oferecida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) indica que houve três homicídios dolosos (com intenção de matar) e duas tentativas de homicídio. A colisão provocada por João Victor Ribeiro ocorreu no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Cônego Barata. O carro conduzido por ele bateu contra o veículo que era conduzido pelo advogado Miguel Arruda da Mota Silveira Filho. Morreram no acidente a esposa do advogado, Maria Emília Guimarães da Mota Silveira, o filho, Miguel Arruda da Motta Silveira Neto, e a babá grávida Roseane Maria de Brito Souza. Além do advogado, a filha dele, Marcela Guimarães da Motta Silveira, também sobreviveu.
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Texto e foto: Redação | Ascom TJPE