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Pé na estrada (e olho na gurizada) - Manual prático para viajar com os filhos

Que tal aproveitar o recesso forense para fazer uma viagem com as crianças? Viagens são momentos marcantes em nossas vidas, principalmente na infância. E é claro que vivê-los na companhia dos pais é um privilégio. Quando bem aproveitada, a jornada costuma trazer uma preciosa oportunidade de aproximação e aprendizado.

O primeiro passo é deixar de lado os receios e partir com bom planejamento e segurança para fora da zona de conforto. Viajar com a molecada não é (nem deve ser) uma empreitada cansativa. A maratona por atrativos turísticos e vistas panorâmicas, típica dos adultos, deve ser substituída por lugares bem escolhidos, por exemplo.

A seguir, algumas dicas sobre as melhores formas de viajar por aí, de acordo com a idade de seus rebentos.

De 1 a 3 anos

Nessa idade, e quando o objetivo é unir diversão e descanso, nenhum lugar no mundo bate a praia como destino perfeito. Poucas coisas são tão gostosas e estimulantes quanto o vaivém de ondas no rasinho e as infinitas brincadeiras inventadas, ali mesmo na areia. Pouca roupa, chapeuzinho e muito protetor solar garantem dias de plenitude e fotos lindas nas câmeras dos pais. O sucesso pleno depende de encontrar uma faixa de areia livre de lixo, cães, multidões, baladas, com poucos mosquitos e sem perigos, inclusive os de mar traiçoeiro.

 

De 4 a 10 anos

Nessa faixa etária, as viagens com a família são sempre comemoradas e a ordem é explorar. As crianças absorvem tudo que há de novo em cada lugar que visitam: participam, aprendem e ensinam a toda hora. Fundamental, para crianças com idades entre 4 e 10 anos, é alimentar previamente a curiosidade e o universo imaginário que ronda as atrações do destino escolhido. Lugares que tenham museu e exposições artísticas são interessantes. Geografia diversificada também é outra opção atraente para as crianças, como um passeio de barco, ou uma visita a cavernas e banhos de cachoeira.  

 

De 11 a 16 anos

Nessa faixa etária, o diálogo é fundamental e a confiança a maior aliada. Como estimular a independência dos adolescentes sem comprometer a sua segurança? Acampar, subir montanhas, mergulhar com snorkel, enfim, gastar energias com atividades ao ar livre e lidar com as intempéries da natureza podem trazer momentos de aprendizado, em que os filhos possam se sentir, ao mesmo tempo, seguros e soltos. O ideal é estimular a percepção e o autoconhecimento de cada jovem na hora de escolher que tipo de coisa o levaria à diversão.  O jovem é quem deve escolher!

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Fonte: Vida Simples - Caio Vilela (Texto modificado)
Foto: Getty Images