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Servidor da Setic/TJPE é aprovado em Mestrado em Direitos Humanos na UFPE

Servidor irá analisar a possível relação entre racismo estrutural e genocídio da juventude negra

O servidor Mázio Ribeiro de Sousa, lotado na Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Diop/Setic/TJPE), foi aprovado para a turma 2020 no mestrado em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco (PPGDH UFPE). Como o tema “O genocídio da juventude negra como elemento do racismo estrutural: uma análise sobre os autos de processos judiciais de homicídios de jovens negros no estado de Pernambuco a partir do pensamento de Achille Mbembe”, o estudo busca verificar as diversas formas de racismo, dar ênfase ao racismo estrutural e analisar se o genocídio que ocorre com a juventude negra, no Estado, está relacionado ao racismo estrutural.

“Irei analisar processos judiciais a fim de aferir quantitativo, motivações, dentre outros pontos para, assim, verificar se há um padrão de violação dos Direitos Humanos, conforme os procedimentos considerados pela Comissão e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos que possa ser correlacionado com o racismo estrutural. Tudo isso tomando em consideração a ideia de ‘Necropolítica’ desenvolvida pelo camaronês Achille Mbembe”, explica Mázio de Sousa.

Sobre as expectativas para o início e o desenvolvimento da pesquisa, Mázio de Souza comenta: “são enormes e os desafios, também. Pautado pelo anseio, digamos, romântico de mudança e o desejo de dias melhores, espero que os desafios sejam superados e que eu possa lograr êxito nessa empreitada”. O servidor faz parte do grupo de pesquisa Virtus que, sob a coordenação do filósofo Sandro Cozza Sayão, professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPE, desenvolve pesquisa em Defesa Social, Segurança Pública e Direitos Humanos. Ele é composto por mestrandos e especialistas em Direitos Humanos e por policiais civis.

“Conheci o grupo, quando estava pagando uma cadeira como aluno especial do Programa. Temos como foco principal refletir sobre as atividades policiais, tomando em consideração suas demandas relacionadas à Defesa Social e à Segurança Pública e seus vínculos com os Direitos Humanos. A ideia é, ante as falsas narrativas que colocam Direitos Humanos e Polícia em lados opostos, percorrer o sentido que nos situa no mesmo caminho em direção à salvaguarda da vida. Portanto, o grupo produz conhecimento que abarca o fazer policial e as diversas áreas de proteção dos Direitos Humanos, que vão desde à vulnerabilidade infantil e de grupos minoritários aos direitos dos próprios policiais”, declarou Mázio de Souza.
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Texto: João Guilherme | Ascom TJPE
Foto: Arquivo pessoal