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Servidora da Setic/TJPE encontra no flamenco bem-estar físico e emocional

“O que fiz por mim hoje?” é a pergunta repetida diariamente pela servidora do TJPE, Suely Batista, que coloca a dança na sua lista de prioridades e autocuidado. Além de atuar como programadora de computador na Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), ela é dançarina de flamenco desde 2007.
 
Recentemente, Suely participou do espetáculo “Camarón, um revolucionário”, produzido pela professora de flamenco Rose Hans, no teatro Barreto Junior, no Recife. A apresentação aconteceu no dia 30 de novembro e foi uma homenagem à memória do grande ícone do flamenco, o cantor e compositor Jose Monje Cruz, mais conhecido como Camarón de la Isla, considerado pela crítica um revolucionário ao transcender os estilos flamencos.

                                                 Suely Batista pratica a dança há mais de uma década

A dançarina fala que o flamenco melhorou vários aspectos da sua vida, beneficiando sua postura, respiração, consciência corporal e concentração. “No meu trabalho, passo muito tempo em frente ao computador, desenvolvendo aplicações e scripts de banco de dados, e não tenho dúvida de que a dança colabora para o meu desempenho profissional, já que a mente e o corpo ficam em equilíbrio”, comenta.

Antes de iniciar na dança, Suely conheceu o balé clássico, a dança de salão e a dança árabe. Mas o flamenco foi amor à primeira vista. “Não esqueço do que vi e do sentimento que tive ao ver o sapateado forte, coordenado com a expressão corporal e os belos vestidos. Na hora, pensei: achei minha dança! E esses detalhes me fizeram decidir que era aquilo que eu queria. Foi paixão imediata e não parei mais”, conta.
 
Seu primeiro contato com o flamenco ocorreu em meados de 2007, quando morava em Maceió, na escola de dança Maria Emília Clark. Mas, no ano seguinte, Suely se mudou para o Recife e, ao chegar à cidade, se matriculou em uma nova escola. Atualmente, ela faz aula duas vezes por semana, no Studio Aire, que fica no bairro dos Aflitos, e tem professoras especializadas na Espanha.
 
Além de se inspirar na sua turma de dança e em todas as professoras que já teve, os artistas Camáron de la Isla e Paco de Lucia e a bailarina La Truco são ícones da música e da dança flamenca que emocionam a servidora do TJPE. Outra fonte de inspiração é a sua atual professora, Rafaela Wanderley, que passou um ano se especializando na Fundacion Casa Patas, em Madrid, e voltou há pouco tempo.

Suely, a primeira dançarina, no espetáculo “Camarón, um revolucionário”, no teatro Barreto Junior

Apaixonada pela dança, Suely não hesita em convidar os colegas do TJPE para darem o primeiro passo. “Se você tem vontade de dançar, comece. E, se escolher o flamenco, não importa a idade, peso e gênero. É um ritmo de força, que alegra a alma do dançarino e ainda possibilita cultivar um espaço de conexão interna”, conclui.
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Texto: Priscilla Marques | Ascom TJPE
Fotos: Fernando Azevedo
Fotos: Assis Lima | Ascom TJPE