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Banda Agravo de Instrumento: 30 anos de música e amizade

 

Apresentação da Agravo de Instrumento no Thomaz de Aquino

 

“Nesses 30 anos da banda, comemoramos a união, a perseverança, a amizade e o prazer de tocar um instrumento, apresentando-se para públicos e em locais diversos, com a mesma vontade e alegria de quando ainda éramos jovens." Esse é o sentimento de Wellington Gadelha, guitarrista e vocalista da Banda Agravo de Instrumento, da qual faz parte desde a sua formação inicial.

Nos anos de 1990, os amigos Adalberto de Oliveira Melo, desembargador e atual presidente do TJPE, e Wellington Gadelha, juiz aposentado e advogado, se reuniam no Clube dos Magistrados para tocar teclado e guitarra, fazendo a animação dos amigos e familiares nos finais de semana. Foi quando tiveram a ideia de convidar os amigos Joaquim Barreto (vocal), João Lins (guitarra), Djair Reis (bateria), Hélio Fonseca (percussão) e Liliane Jamir (baixo e vocal), todos do meio Jurídico, para formar uma banda. Já o nome Agravo de Instrumento surgiu logo depois.

“No começo, ainda meio destreinados, tocávamos no Clube dos Magistrados, sempre aos domingos, e foi quando o saudoso desembargador Cláudio Américo de Miranda, frequentador assíduo do Clube, achando que não estávamos tão bem musicalmente, disse: 'Isso não é um conjunto. Isso é um Agravo de Instrumento'. E aí adotamos esse nome que tem tudo a ver conosco: Agravo (recurso) e Instrumento (musical)”, comenta Welligton.

Recorte de jornal à época do início da banda

Dos primeiros integrantes, permanecem Adalberto Melo, Djair Reis, Joaquim Barretto, Wellington Gadelha e João Lins. E os novos integrantes são: Djair Reis Junior, baixista e filho do baterista; Jason Marinho, guitarrista e vocalista; e Mosar Nogueira, tecladista. Todos os músicos são sexagenários, exceto Djair Júnior, que é o caçula do grupo com 26 anos de idade, inclusive, ele nasceu nos primeiros anos da banda e acompanhou o grupo durante toda a sua vida.

No repertório musical, o grupo faz uma viagem nas músicas dos anos de 1960 a 1980, trazendo a Jovem Guarda de volta aos tempos atuais, tendo como principais referências The Beatles, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Os Incríveis, Dire Straits, Creedence, Tim Maia e Roberto Carlos. Todos os instrumentos utilizados são de primeira linha, sendo iguais aos de grandes bandas internacionais e nacionais, assim como o equipamento de som.

Quando questionados sobre o que motiva a banda a permanecer tanto tempo junto, superando mudanças e dificuldades no caminho, o baterista resume a força do grupo na amizade. “Somos uma grande família e temos a satisfação de fazer o que gostamos”, destaca Djair. “Nesses 30 anos, temos muitas histórias para contar, algumas engraçadas, outras nem tanto, mas sempre relevantes, pois sejam bons ou ruins, todos os momentos da vida são de aprendizado”, complementa o guitarrista.

Para Wellington, a banda é uma verdadeira terapia de grupo. “A cada apresentação, criamos expetativas e, ao final, mesmo cansados, estamos felizes. Isso é prazeroso e nos mantém com o desejo de continuar até quando nos for permitido por Deus. Por fim, nessa jornada não podemos deixar de registrar os agradecimentos as nossas esposas e filhos e a toda família, que sempre nos apoiaram e nos acompanharam, assim como toda a classe jurídica”, conclui.

Apresentação no Fórum Thomaz de Aquino

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Texto: Priscilla Marques | Ascom TJPE
Foto 1 e 3: Guilherme Guimarães | Agência Cacoete | Ascom TJPE
Foto 2: Arquivo pessoal